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Como lidar com a rejeição familiar fazendo uso de Constelações
Ipê Roxo - Instituto de Constelação Familiar | 12/08/20 | 4 comentário(s)

 

Antes de compreendermos como lidar com a rejeição familiar, é importante saber o que é rejeição. Esta palavra significa repúdio, ou seja, o ato de demonstrar repúdio à algo ou alguém. 

Na maior parte das vezes, o que gera desconforto são os comportamentos. Normalmente é à eles que o sentimento de repúdio se dirige, porém, o sentimos quando nossos comportamentos não são aceitos, como se não fossemos reconhecidos e amados, como se nós não fôssemos aceitos. 

Nem sempre o sentimento que nomeamos como rejeição corresponde a uma rejeição de fato. A forma como são percebidos os comportamentos familiares, diferentes daqueles que são considerados como ideias, é por vezes sentido ou entendido como rejeição. Quando na verdade, muitas vezes eles apenas refletem a forma como a comunicação do bem querer e cuidado, circula naquele sistema familiar de forma específica. 

O movimento inconsciente de sobrevivência nos fará responder à uma determinada situação, se sentirmos que ela ameaça nosso pertencimento, com apreensão e comportamentos que despertarão no sistema a percepção dessa ameaça. 

Algumas vezes por exemplo, a pessoa que se sente rejeitada, inconscientemente é quem inicia o movimento de afastamento e auto exclusão, por não aceitar a forma como as relações se estabelecem em seu sistema familiar. Curioso, não? 

É fundamental entendermos que a família traz em si diferenças significativas entre seus membros, pois é através dos desafios e diferenças, que nos preparamos para enfrentarmos o mundo e sua diversidade. 

Todas as famílias têm suas dores e dificuldades, mas tendemos a considerar que as nossas dores são sempre maiores que as dos demais, claro, não estamos aptos a sentir o que é da experiência do outro. 

As famílias não são perfeitas, pois o processo de viver traz a imperfeição como caminho de evolução. E ainda bem que não somos perfeitos! Sinal que estamos vivos e nos desenvolvendo. 

Todas as famílias têm em si a oportunidade de através de seus desafios, dificuldades e dores, trilhar seu caminho de crescimento e desenvolvimento. 

As dificuldades não são privilégio apenas de sua família. Somos mais semelhantes que pensamos. Por exemplo, quando sinto que minha mãe me rejeita e me afasto dela, eu também estou a rejeitar o que julgo ser o comportamento dela de rejeição por mim. Nesse ponto, fazemos igual, ela e eu, da mesma forma.

Sob a ótica da visão sistêmica, muitos desses comportamentos são reflexos de fidelidades invisíveis a pessoas que em nosso sistema foram banidas, excluídas. Essas exclusões são atualizadas através desse sentimento de rejeição, seja sofrendo a rejeição em si ou rejeitando alguém de nosso entorno. 

As experiências de separações não integradas, trazem como tentativa de reparação ou expiação esse sentimento de rejeição. Amor sacrificial, inconsciente, para resgatar o excluído. Nesse serviço de amor fora do lugar, a pessoa que é tomada se emaranha. 

Por isso, não é difícil encontrar pessoas com cicatrizes que vem sendo carregadas desses emaranhamentos, denunciando a exclusão, a separação de um membro do sistema através desse sentimento de rejeição.

Aqui no Instituto Ipê Roxo, nos deparamos com diversos casos de pessoas que vivenciaram experiências de separação, que foram percebidas como rejeição. Experiências que deixaram algumas marcas em suas vidas, desencadeando sentimentos que passaram a conduzir a percepção dessas pessoas em relação ao que vivem. Essas pessoas, normalmente apresentam: 

  • Sentimento de abandono (especialmente das figuras materna e paterna);
  • Sentimento de inferioridade em relação aos demais membros da família;
  • Carência emocional;
  • Sensação de ausência de suporte, dentre outros.

Para aqueles que estão dispostos a mudar esses sentimentos e encontrar seu lugar de autoconfiança, força e sentimento de pertencimento, a Constelação Familiar é uma peça chave indispensável.

Em nossos cursos e capacitações, (online e presencial), transmitimos conhecimento rico, com base nos ensinamentos sistêmicos de Bert Hellinger, bem como repassamos exercícios práticos, que podem ajudar na percepção e liberação dessas dores. 

Liberado, você conseguirá acessar e utilizar recursos estratégicos que irão ampliar sua visão sobre a sensação de rejeição familiar, que porventura esteja experimentando.

Mas, antes de continuarmos, que tal acessar nosso eBook de Constelação Familiar? Nele, descrevemos com mais detalhes essa postura, que permitirá complementar ainda mais seu aprendizado.

E-book de constelações familiares

Agora, continue a leitura. Esperamos que obtenha um bom aproveitamento!

 

De onde vem a rejeição familiar?

Nem sempre um sentimento de rejeição se manifesta de forma clara, permitindo que seja identificado. É importante frisar que, a percepção da rejeição familiar se dá por estruturas internas, que transmitem essa sensação perante aos membros do sistema.

Por vezes, esse sentimento tem motivos evidentes e reais, porém, em outras situações ele pode não ser tão evidente, ou mesmo real. Sendo despertado por dificuldades da própria pessoa em lidar com determinadas situações de sua vida cotidiana, ou acontecimentos do passado. Nestes casos, ela acaba desenvolvendo uma percepção distorcida e passa a enxergar o que não existe verdadeiramente.

influencia dos antepassados

Veja como a história de nossos antepassados pode influenciar nossa vida >

Vamos usar um exemplo hipotético: um cliente traz para terapia um constante sentimento de solidão e abandono. Todo esse cenário acaba por atrapalhar sua vida em todos seus aspectos, mas, especialmente nos relacionamentos amorosos.

No decorrer do processo de Constelação Familiar, o mesmo consegue identificar que esse sentimento surgiu pelo fato de seus pais estarem ausentes frequentemente, devido às responsabilidades de trabalho e também por acreditarem que seu filho está bem, sob os cuidados de uma pessoa que está sendo paga para exercer tal missão, enquanto eles trabalham.  

Neste caso, o que se nota então é a percepção de uma criança, que sente-se rejeitada, pois gostaria de mais afeto e atenção de seus genitores. Mas será que esta percepção está  correta ou de um todo equivocada? 

familia rejeição familiar constelação

No âmbito das Constelações familiares, o que podemos dizer sobre essa situação, é que existem mais coisas por trás dela. 

A postura dos pais por exemplo, pode estar sendo repetida de geração para geração, onde seus próprios pais ou avós, para garantirem a sobrevivência, tiveram que trabalhar muito e não puderam acompanhar o desenvolvimento dos filhos, ou até mesmo tiveram que se separar deles para garantir essa sobrevivência, como quando têm que trabalhar distante da família, ou ainda quando se veem obrigados a entregar os filhos para que parentes ou terceiros os adotem. Agora, mesmo essa geração não necessitando se ausentar tanto, acaba o fazendo inconscientemente, reproduzindo o paradigma: “Querido papai, querida mamãe, eu igual a vocês. Vocês não puderam ficar muito tempo com seus filhos, eu também não”.  

Podem também estar tentando reparar situações difíceis vivenciadas por  seus antepassados, como por exemplo, a perda de filhos por carência econômica, fome, inanição ou desabrigo, trabalhando incessantemente, como reparação a essas questões, que já passaram, como se ainda existisse o perigo no presente. Claro que isto não é uma regra, certamente cada caso será um caso.

Através da Constelação Familiar, ao identificar a fidelização inconsciente que leva a pessoa à esse sentimento de rejeição e trazê-la à consciência, onde seu amor sacrificial se emaranhou, torna-se possível a percepção de uma nova imagem desse drama familiar, que irá contribuir para a ressignificação dessas experiências transgeracionais. 

À medida que a pessoa incluir essas experiências com aceitação e respeito, poderá se  liberar para escrever um novo roteiro em sua vida, que por sua vez, irá também alcançar as gerações que virão.

A seguir, vamos compreender um pouco sobre as Leis do amor e, porque a transgressão à elas – especialmente à Lei do Pertencimento – podem resultar em sentimentos dolorosos e duradouros.

 

Relação com as Leis do Amor

Conhecer as características e ensinamentos da Lei do Pertencimento, e as cumprir,  leva o indivíduo a encontrar a força necessária para mudar. Esta lei que nos garante o direito de pertencimento ao nosso sistema familiar de origem, é fundamental para responder a pergunta de como lidar com a rejeição familiar.

Afinal, das três leis do amor em que a Constelação trabalha – Ordem, Equilíbrio e Pertencimento – esta última, quando  transgredida, faz com que o sentimento de rejeição familiar aflore. 

Se não identificado e tratado, deixa marcas profundas e impede que vidas sigam adiante, de maneira plena e fluida. 

Basicamente, o Pertencimento garante que todo membro do sistema familiar possui o seu lugar e deve ter esse lugar garantido, independente de fatores externos. O desequilíbrio nessa lei, pode trazer conflitos às famílias, gerando dificuldades como: doenças, falta de prosperidade, relacionamentos difíceis  e tóxicos, entre outras consequências.

Através do  trabalho da Constelação Familiar, é possível que a pessoa reconheça esses emaranhados e recupere seu lugar de pertencimento, que lhe é de direito, restabelecendo assim a ordem em seu sistema de origem.  

Identificar toda a engrenagem que trouxe à tona o sentimento de rejeição, seja por fidelização ou oposição, ampliará a percepção sobre sua história e recursos, sendo assim, poderá prosseguir rumo à uma boa resolução.  

 

Como lidar com a rejeição familiar fazendo uso de Constelações

Nos próximos tópicos, vamos trazer à luz, de que forma poderá aprender como lidar com a rejeição familiar através de pequenas mudanças de postura, que a Constelação Familiar nos ensina e que são capazes de, apesar de pequenas ações, fazer grandes mudanças em nossa vida. Vamos lá?

 

Colocar em prática a Lei do Pertencimento

Conforme já apresentamos, alcançamos nosso sucesso na vida, através do respeito às três leis do amor, que determinam: 

  • Ordem:  Essa lei nos ensina que os antecedentes tem seu lugar hierárquico de prioridade no sistema, uma vez que chegaram antes. Trouxeram toda a sabedoria e conhecimento de sua existência até então, abriram caminhos, sobretudo concederam a vida, como no caso dos pais em relação aos filhos;
  • Equilíbrio: Essa lei  exige a compensação, ou seja, o que se entrega na relação deverá ser compensado com reciprocidade. A exceção a essa regra é no relacionamento entre pais e filhos, onde os pais como grandes, sempre dão e os filhos sempre pequenos, tomam. Não há reciprocidade nesse caso. Quando se transgride essa lei, sempre haverá consequências;
  • Pertencimento:  Essa lei preconiza que independente de qualquer fato, todos os membros de um sistema familiar tem o mesmo direito de a ele pertencer, os vivos e os mortos.

lei de pertencimento constelação familiar

Colocar em prática a lei do pertencimento é fundamental no processo de como lidar com a rejeição familiar. Para isso, é preciso:

– Aprender sobre o não julgamento: Evite analisar e criticar as pessoas de sua família, cada uma tem seu próprio caminho e a forma como lidar com ele.

– Aceite as diferenças com respeito, elas possibilitam o crescimento e ampliação das possibilidades de desenvolvimento de todo o sistema familiar.

– Aceite o destino das pessoas de sua família, por mais difícil que possa ser esse destino. Esse é o caminho do respeito e dignidade. Nada é menor.

– Inclua aqueles e aquelas situações que lhes são contrárias, sem juízo de valor, isso lhe facilitará desenvolver compaixão.

-Aceite seu próprio destino com respeito, o essencial já lhe foi concedido.

-Saia do lugar de vítima, a não aceitação da realidade como é lhe impede de ver e aceitar que o essencial já lhe foi concedido e totalmente suficiente. A vítima não quer mudar. Atenção!

-Inclua aqueles a quem julgas inadequado, violento, indiferente, com respeito ao seu destino, isso lhe concederá a oportunidade de também ser acolhido em sua própria diferença.

– Quando for difícil, silencie, dê a distância necessária para ver a si e ao outro com o mesmo direito de pertencimento e espere o próximo passo.

– Evite reivindicações, só a criança reivindica, pois desconhece seu lugar de força e pertencimento.

 

Tomar os nossos pais

Mas, para colocar a lei do pertencimento em seu funcionamento saudável, é preciso realizar mais uma etapa: Compreender nossos pais e aceitá-los exatamente como são, sem ilusão e romantismo. Sim, isso mesmo que você leu!

constelação familiar como lidar com a rejeição familiar

Por vezes, pais difíceis são aqueles que, por amarem demais seus próprios pais em um movimento cego e sacrificial, sofreram muito, sobretudo na infância. Suas reações para com seus filhos, muitas vezes nada mais são do que tentativas de protegê-los do que eles passaram.

Entender que os pais já deram o melhor que eles poderiam nos dar – a vida – e ter empatia  por sua história, é a chave para a integração do essencial, para o crescimento e amadurecimento. 

A aceitação do destino difícil de nossos pais, sem julgamento ou vitimização, se torna um grande propulsor para a realização de nossos próprios propósitos. 

 

Aceitar e Concordar 

Como dissemos no tópico anterior, a aceitação é o que vai permitir que você, ao liberar-se desses sentimentos limitantes, evolua e siga. 

Além de abrir seus caminhos e sua consciência, essa atitude aparentemente simples, aceitar o que é como é, pode mover seu sistema como um todo, alcançando outros integrantes a soltarem suas amarras, podendo assim, também utilizarem seus recursos. 

Somos todos conectados e quando alguém no sistema se movimenta, influencia direta ou indiretamente o outro e todo seu fluxo.  

Mas falar é muito diferente de fazer, portanto, comece trabalhando sua compreensão e empatia. Entenda que, assim como você, seus parentes são falhos e propensos a erros. Ao estender a mão a partir do seu lugar, você permitirá que o outro também faça o mesmo. E essa postura, abre as portas para que situações positivas aconteçam.

 

Buscar conhecimento e aprendizado

Conhecimento é poder e muitas vezes significa também mudança! Portanto, sempre busque informações confiáveis sobre a constelação familiar e seus benefícios. À medida que você começar a viver essa postura de vida, seus resultados serão percebidos e irão reverberar inclusive nas próximas gerações.  

Em nosso blog, possuímos diversos conteúdos sobre temas voltados ao relacionamento familiar, de casal, de trabalho, de pais e filhos, dentre outras questões.

Com isso, você pode conhecer melhor sobre essa poderosa técnica e como lidar com a rejeição familiar. Para isso, lembre-se de acessar nosso blog – repleto de materiais completos sobre o tema – e nossa página de cursos exclusivos.

 

Mas, e quando a rejeição parte de você?

Apesar de ser comum nos sentirmos rejeitados, você já parou para refletir que a rejeição  possa ter vindo de você? Por vezes, o outro apenas reagiu a uma atitude que partiu de nós mesmos em direção à ele.

solidão falta de foco sentimento de tristeza

Identificar nossa responsabilidade em relação a nossos sentimentos e atitudes, nos torna parte ativa desse processo.

A verdadeira empatia e as possibilidades de resolução dessa dor, podem emergir quando aceitamos essa realidade. Para compreender melhor, cabe ressaltar que um relacionamento exige mais de uma pessoa, portanto, você faz parte dessa equação.  

Ao assumirmos o que nos pertence, conseguimos separar o que é nosso e o que é do outro. Sim! Em um relacionamento as duas partes são corresponsáveis. 

Ao percebermos que o outro possa também estar passando pelas mesmas dores e dificuldades, poderemos empaticamente reconhecer o que é dele e o que é nosso e assim, nos incluindo no processo, conseguiremos tomar o que é de nossa responsabilidade. 

A verdadeira mudança só é possível fazer em si mesmo! O que pertence ao outro, deveremos deixar com ele respeitosamente. Respeito é a chave para o pertencimento e o bem viver.

 

Assim como você, todos tem o direito de pertencer. 

Independente do motivo pelo qual o sentimento de rejeição nasceu, conforme já explicamos, todos os membros possuem seu direito de ali estar e pertencerem ao seu sistema familiar.

Por isso, é importante compreender as leis do amor, e seguir algumas orientações que passamos no tópico sobre como aplicar na prática a lei do pertencimento.

Se você deseja se aprofundar ainda mais nesse mundo maravilhoso do autoconhecimento,  venha conhecer nossa formação completa em Constelação Familiar.

4 Comentários

  1. Edna Daniel Carvalho

    Tenho ficado muito bem impressionada com este novo campo do conhecimento humano que se descortina para mim , e, que,parece-me, conduz à resultados e transformações felizes.
    Este trabalho que colabora na restauração de vidas tornando-as mais harmoniosas ,merece todo respeito e gratidão.
    Muito obrigada por descortinar este processo de renovação de vidas.

    Responder
  2. Denise Fonseca

    Obrigada pelo artigo. Tocou-me muito. Eu me sinto rejeitada pelo meu pai, muito. Desde criança. Uma vida tentando agradá-lo. E ele nunca me deu um beijo. Minha mãe é amável, porém submissa, presa às garras de um marido que não a deixa nem conversar a sós com suas filhas. Somos 4 filhas, as 4 estão brigadas. A mais nova e a mais velha recebem total atenção dos pais, as do meio… essas ninguém, NINGUÉM, liga. Eu sou muito triste em relação a minha família. Só tenho contato com uma irmã, que no momento luta contra a dependência química e a depressão. Eu me sinto só. Todos os dias eu choro. Mas, depois de ler este artigo, vou me policiar e reverter a minha energia. Pelo menos vou tentar. Mais uma vez grata.

    Responder
  3. Maria Cristina Ottoni Ramos

    Obrigada pelo compartilhamento dos conhecimentos das obras experienciadas de Bert Hellinger.

    Gratidão

    Responder
    • Ipê Roxo - Instituto de Constelação Familiar

      Gratidão por nos acompanhar!

      Responder

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