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Todos juntos em ressonância de Solidariedade à humanidade
Ipê Roxo - Instituto de Constelação Familiar | 25/03/20 | 3 comentário(s)

 

Acompanhe a segunda parte desta belíssima mensagem.

Olhar para onde há ajuda e se dispor a fazer algo é sempre benéfico. Ações movidas pela ressonância da solidariedade, por amor e prudência,  em pouco tempo, todo o mundo será beneficiado. 

Cada ato compassivo, podendo ser um simples copo d’água, um sorriso, uma oração, ou seja o menor ato realizado, entrará em ressonância. Uma dor maior nos fez todos um, como se fôssemos um único corpo. Tocou no dedo mindinho, tocou em todo o corpo. É o estar disponível, o “todos nós”, não mais o “somente eu”, mas, o eu em nós. Assim, presentes e atentos, todos juntos cumpriremos uma Pequena Grande Tarefa.

 ressonância de Solidariedade à humanidade constelação familiar

 A solução, a cura, vem do menor ato, o mais humilde, o servir. Do menor se transformando no maior. Confiamos em Algo Maior, na Consciência conhecida como a Força Conhecedora, segundo Bert Hellinger.

O vírus, a bactéria, o câncer, as enfermidades de maneira geral, representam algo além do que se mostra. É bem sério, pois se trata de algo que tem poder sobre todos os seres humanos. O Covid-19 nos colocou num lugar de humildade, onde nos vemos limitados e frágeis. O homem tem se comportado como maior que a natureza, em certos momentos históricos, acima dela, desrespeitando aquilo que é natural.

As compreensões que as constelações nos trazem, são sobre as leis naturais da vida e os eventos de agora nos mostram onde elas estão sendo transgredidas. Quando tais leis sofrem transgressões, as consequências serão inevitáveis.

A China foi tomada a prestar essa mensagem à todos nós. China, Itália, e tantas outras nações, na verdade, não estamos abandonados à própria sorte. Unidos e unos, podemos ser muito criativos nesse momento. É na humildade que se caminha. Na humildade qualquer pessoa se torna capaz de reconhecer sua compaixão e demonstrar amor pelo próximo. Antigos limites poderão ser restaurados. Arrogância, lugares ocupados indevidamente pela vaidade, são corrigidos e orientados na direção certa.

O que foi rejeitado, excluído indignamente, é conduzido passo a passo a seguir ao seu lugar e apto a seguir sua própria trilha. Há um futuro a todos, inclusive ao Coronavírus.

Lembrando o Conto do Barba Azul, Dra. Clarissa Pinkola Estés afirma que: “Não devemos excluir o predador, contê-lo sim, assegurando-lhe um lugar com uma paisagem selvagem”. Somente assim a tarefa de cada ser humano que é, criar, amar e curar, será possível.

O coronavírus não vai mudar, ele é como é,  poderoso e imponente, como no conto do Barba, ele exige uma conscientização e contenção imediata. O sofrimento causado por ele, alcança a todos, independente de raça, condição social ou econômica. Sua grande tarefa é fazer a humanidade voltar ao seu lugar de conversação com o planeta, o retorno ao que é como é, de forma humilde e respeitosa.

O coronavírus chegou para constelar toda a humanidade de uma forma absurdamente incontestável. Ele veio trazer à luz o que há de melhor e de pior em todos nós.

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Do recolhimento compulsório, podemos nos centrar, abrir mão de qualquer tido de intenção arrogante, verdadeiramente olhar para o futuro que queremos dar aos nossos, filhos, netos e bisnetos. O corona acena nosso olhar à morte, o fim, a ruas sem saídas, não podemos negar seu potentado predatório. Ele chega chegando, irrompendo os planos e sonhos mais significativos, deixando-nos esgotados, entorpecidos, frágeis diante da vida. 

Entretanto, se formos capazes de suportar o que está sendo mostrado, alcançaremos a visão vital que nos propõe uma volta ao que há de mais humano no ser humano. No amor que cria e cura, na compaixão, na solidariedade, no respeito humilde a todas as orientações de nossas autoridades, a humanidade de mãos dadas com o planeta, receberá sustentação, amparo e apoio inequívoco em todos os sentimentos, pensamentos e ações promovedores da vida.

A pergunta que fica a todos:
Até que chegue o próximo passo, ainda mais difícil, seremos capazes de suportar o que estamos vendo? A expressão da dor, da morte, do entorpecimento e da autodestruição de tantos queridos?

O mundo está encharcado de sangue e morte, de uma forma jamais vista, as mensagens nos chegam de forma globalizada, graças à internet, somos quase que onipresentes. Podemos chorar com os que choram… A morte chegou levando a vida dos mais velhos, nossas memórias mais preciosas. Eles estão sendo afastados e retirados de nós, sem abraços e beijos de despedidas.

Agora, todos param, todos se igualam, todos registram como estávamos aprisionados a um jogo sem sentido. Nossa vida mais profunda em termos emocionais, físicos, psíquicos e espirituais está em jogo, agora sim, estamos todos fazendo algo certo. Recuando e dando a volta. Não se trata de fugir, mas de reunir forças suficientes, uma verdadeira manobra psíquica, como fazem os animais na selva.

É o efeito assertivo de quem vive o que há de mais antigo: a natureza vida-morte-vida. A submissão à essa natureza é o que há de mais sábio e prudente, pois somente assim, estabelecemos de forma humilde o domínio sobre a vida no planeta terra. É um tempo de negociação, porém bem consciente, olhando para o vírus demonstrando um respeito profundo, sem arrogância.

Estamos todos diante de algo que solicita de nós uma negociação. Nós somos os que precisamos, os carentes. A atitude de respeito diante de um poder extremo é uma lição fundamental, assim afirma Dra. Clarissa Pinkola Estés em um de seus contos arquetípicos. 

China, Itália, USA, Brasil, todas as nações precisam parar de ficar imaginando ilusões, é preciso ser capaz de parar e negociar mantendo-se diante desse poder, sem fugir, ou se esconder. De forma honesta, pura, talvez parte desse poder alcançará  o coração dos homens.

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Dizer SIM ao que é como é, é o grande poder da iniciação a algo novo. Estamos em guerra, jamais esqueceremos esses dias de vida-morte-vida, tudo isso entrará para a história como mais um passo em direção à compreensão mais certa de que o passado atua sobre o presente, e o presente influencia o futuro. 

Encerro essa breve reflexão com as palavras da Dra. Clarissa, escrevendo para mulheres no Livro Mulheres que correm com os Lobos:

 “Perdoe tanto que puder, esqueça um pouco e crie muito. O que você faz hoje influencia suas descendentes no futuro. As filhas de suas filhas irão provavelmente lembrar-se de você e, o que é mais importante, seguir seu exemplo.


Um abraço especial,
Equipe Instituto Ipê Roxo.

 

3 Comentários

  1. Regina Célia Santana Pigosso

    Gratidão por todo ensinamento…Um olhar Sistemico onde o meu lugar de pequeno é que me direciona para as Ordens do Amor… Abraços com gotas de álcool gel

    Responder
    • Ipê Roxo - Instituto de Constelação Familiar

      Olá, Regina! Somos gratos por nos acompanhar.

      Responder
    • Ipê Roxo - Instituto de Constelação Familiar

      Gratidão por nos acompanhar!

      Responder

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