Doenças Sistêmicas: quando a saúde está a serviço do sistema familiar.

doenças sistêmicas

Percebemos de forma clara na nossa saúde quando estamos doentes. Quando adoecemos, o mal-estar e as sensações no corpo nos avisam que algo não está bem. Portanto, é a partir de uma disfunção da saúde – ou a doença – que percebemos a diferença entre estar ou não saudável.

Percebemos as doenças através dos sintomas, como o desconforto que se instala no corpo, e desejamos encontrar uma maneira de voltar ao estado no qual estas sensações ruins desapareçam. Queremos voltar para a harmonia: estar saudável.

“A doença é o estado do ser humano que indica que, na sua consciência, a pessoa não está mais em ordem, ou seja, sua consciência registra que não há harmonia.”

Thorwald Dethlefsen e Rüdiger Dahlke

É no mal-estar que o sintoma e a doença chamam a atenção para o corpo. E este é um grande serviço oferecido pelas doenças. Neste movimento olhamos para dentro e encontramos uma oportunidade de trabalhar questões profundas de nossa vida.

Os sintomas são tentativas de comunicação que se expressam no corpo: isso a medicina e psicologia psicossomática já nos ensinaram. Se lermos com a devida atenção o que o corpo fala, acessaremos a solução e talvez a cura, nomeada como o desaparecimento dos sintomas.

Aqui é importante fazer um adendo: entendemos que a cura acontece quando o paciente internamente permite a si mesmo o movimento de cura. Isto é, quando ele ouve e se apropria da mensagem que as doenças sistêmicas transmitem.

Nesta autorização interna, tratamentos externos encontram o caminho para alcançarem o resultado que propõem, em um corpo que abre um espaço interno e verdadeiro para a cura.

Um olhar amplo para as doenças sistêmicas

A saúde sistêmica, baseada na prática das constelações sistêmicas, permite um novo olhar para aquilo que atua no movimento do paciente para a doença.

Como trazido pelos estudos de Bert Hellinger, somos movidos no nosso inconsciente pela nossa lealdade ao sistema familiar que fazemos parte. Ou seja, somos leais ao meio que pertencemos.

Esta lealdade é um instinto profundo que nos mantêm a disposição de qualquer necessidade do sistema familiar. São necessidades que geralmente se instalam de forma silenciosa em nossa vida, mas que percebemos os efeitos com clareza.

As necessidades do sistema familiar se manifestam em três campos: no pertencimento de todos que fazem parte (não pode haver exclusão de nenhum membro), no equilíbrio entre as relações (trocas sem abismos entre o que se recebe e o que se dá) e na ordem entre os membros, definidas pela data de chegada (respeito pela autonomia dos membros mais antigos em relação aos membros mais novos).

Nossa saúde é um dos principais lugares em que percebemos a influência da necessidade de compensação quando as necessidades do sistema são desrespeitadas.

Estas informações surgiram a partir de mais de 30 anos de estudos e observação empírica de Bert Hellinger no campo dos relacionamentos humanos e são facilmente compreendidas a partir das vivências das constelações familiares.

 

Relato de paciente 1

História de N.M. – Cliente Ipê | Diagnóstico de Charcot Marrie Tooth.

“Me tornei atleta paralímpica de remo, um presente ao descobrir ser deficiente.

Depois de um tempo, várias lesões por desequilíbrio motor e uma necrose levaram os médicos à decisão de uma cirurgia de grande porte no intuito de reformular meu pé esquerdo e depois de um ano o direito, tirando definitivamente as minhas chances de voltar a remar.

O tempo da recuperação previsto era de 4 anos.

Quando fui fazer o seminário sobre saúde não imaginava constelar, parecia não ter correlação com o que estava acontecendo comigo.

No decorrer das horas olhei para mim. Algo estava acontecendo. Quando a ‘nossa’ querida Maria Inês perguntou se eu gostaria de constelar, eu estava pronta. E então eu pude ver para além da doença através da constelação.

Eu tinha pedido aos médicos um tempo para decidir sobre a cirurgia já que passaria os próximos 4 anos em recuperação. Depois da constelação os sintomas desapareceram, nunca mais cai e a necrose se foi. As cirurgias não foram necessárias. ”

O corpo como campo de manifestação do inconsciente

Em seu livro “A doença como caminho – Uma visão nova da cura como ponto de mutação em que um mal se deixa transformar em bem”, Thorwald Dethlefsen e Rüdiger Dahlke falam desse caminho interno percorrido pelo corpo como ferramenta do que está em nosso inconsciente.

Um corpo por si só nada faz. Podemos observar isso claramente ao olhar para o cadáver humano.

Suas funções são definidas por duas instâncias imateriais: a consciência e a vida. Em especial, a consciência apresenta as informações para o corpo, transformando estas em visíveis a partir da concretização nas questões de saúde.

Por isto, é possível perceber que aquilo que está presente em nosso consciente e inconsciente influencia nossa saúde. Este é o caminho utilizado para estas informações virem à tona, para o mundo material e concreto de nossa saúde.

“Assim sendo, o corpo é a apresentação ou o âmbito de concretização da consciência e, consequentemente, também de todos os processos e modificações que nela ocorrem. Da mesma forma com a totalidade do mundo material – que representa o palco sobre o qual acontece o jogo das imagens primordiais – adquire formas e assim se torna uma “metáfora”, também o corpo material é o palco que as imagens da consciência se esforçam por expressar. Disto se conclui que se a consciência de uma pessoa se desequilibra, o fato se torna visível e palpável na forma de sintomas corporais.”

Thorwald Dethlefsen e Rüdiger Dahlke

 

Relato de paciente 2

História de R.C.W. – Cliente Ipê | Síndrome do Pânico.

“Até o primeiro ataque de pânico vivia sob a tensão de pensamentos negativos e muitas vezes catastróficos, medos infundados, indescritível sensação de estranheza, tristeza e desânimo.

Foi quando decidi fazer uma Constelação. Tema escolhido: medo. Vivia a sensação de insegurança e desamparo, sentia falta de algo que não sabia nomear. O campo mostrou meus vínculos familiares. Meu pai voltado para mim. Minha mãe com olhar distante, fora da cena. Quando foi colocado um bebê, ela mostrou a total conexão. Minha mãe havia perdido uma filha antes de mim, de forma trágica.

O campo mostrou o vínculo interrompido entre minha mãe e eu. Perplexidade. A sensação de alívio diante da reconciliação onde pude incluir TODOS da minha família da maneira que se apresentavam e me sentir pertencida, foi algo indescritível. Eu conhecia a história da perda trágica de minha irmã, porém jamais percebia o impacto sobre a minha vida.

Foi através da Constelação que o meu olhar sobre a minha mãe mudou. Antes, reivindicações, queixas, julgamentos, agora, aceitação e reverência. Ao longo de quase 3 anos de processo psicoterápico com a Maria Inês, pude rever situações, emoções e afetos gerados por anos vividos neste emaranhado. As Leis do Amor, de Bert Hellinger foram o referencial de maior auxílio nessa caminhada ao autoconhecimento.

Através das Constelações, hoje me sinto completa, plena, tranquila, em paz, presente.”

Um caminho possível para compreender as doenças sistêmicas

Ampliar o olhar para a saúde e o que atua nela a partir do nosso inconsciente e também para essa ligação profunda da nossa lealdade com o nosso sistema familiar é o grande serviço oferecido pelas constelações familiares e o campo de saúde sistêmica.

É pelo conhecimento da constelação familiar que percebemos como nossa lealdade se conecta com o sistema ao qual pertencemos e que, muitas vezes, por um amor cego e infantil, nos leva de encontro das doenças sistêmicas.

Este escopo será o assunto abordado na Capacitação de Saúde Sistêmica do Instituto Ipê Roxo, que acontecerá em Florianópolis no decurso de 4 módulos.

 


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