Pai: nosso primeiro contato com o masculino

pai masculino

Esta é uma semana especial. Comemoramos agora em agosto o Dia dos Pais, uma época do ano na qual nos conectamos de forma especial com nosso Pai, este homem que é parte essencial de nossa existência.

Quando estamos no papel de filho (a), tanto o pai quanto a mãe são figuras centrais na nossa formação. Eles estão presentes em nosso imaginário seja pela experiência do amor ou do nosso julgamento de que houve uma falta.

Se nos aprofundarmos um pouco no tema, perceberemos que nosso pai e nossa mãe são a materialização externa daquilo que atua em nós, em nosso interior: 50% do que somos veio de nosso pai e outros 50% vieram de nossa mãe.

Quando reagimos a eles, estamos reagindo a nós mesmos. 

Bert Hellinger diz que nossos pais estão, de forma muito profunda, a nosso serviço. O pai é o representante principal do masculino em nossa vida.

“O que acontece é que a mulher dificilmente distingue entre si mesma e seus filhos. O homem sempre faz essa distinção, a não ser quando está muito doente. Por isso, é junto do pai que as crianças estão mais seguras em sua individualidade.” Bert Hellinger, em “Ordens do amor “

O masculino

Somos filhos da junção do masculino e do feminino, que se manifestam a partir de nossa origem em nós.

Aprendemos muito do feminino com a nossa mãe, em como ela expressa e conduz sua vida e as coisas em sua volta.

Por nosso contato intenso com ela nos primeiros momentos de nossa vida, aprendemos uma linguagem bem específica do que são as emoções e de como elas funcionam.

Quando entramos em contato com o pai, à medida que vamos crescendo, o contraste nas formas daquilo que é repassado para nós é, muitas vezes, difícil de compreender.

O pai tem um papel diferente da mãe: ele se porta de forma distinta em relação ao cuidado e aquilo que ele dá aos filhos.

Para Hellinger, é o pai que permite aos filhos conquistar o mundo e sair de casa. O pai permite ampliar os limites e ir para fora do “cercadinho” de segurança que se personifica na casa e na família.

O amor do pai e a manifestação do masculino

Será que isto significa que o pai ama menos do que a mãe?

Para nós, não há nada mais longe da realidade do que essa afirmação. Neste ponto, a vida se mostra tão perfeita ao incluir um amor tão completo que surge a partir de dois seres diferentes.

A mãe nos permite experimentar o amor que acolhe. O pai permite experimentar o amor que te mostra o externo, que ensina sobre limites. Os dois são necessários, cada um da sua forma.

Vemos em nosso trabalho de forma frequente como o amor que vem do pai é incompreendido, principalmente nos dias de hoje.

É comum ver como os filhos, em geral, têm dificuldade de ver o amor que está presente na firmeza e ou dureza que por vezes recebem de seus pais.

Os filhos se perdem ao ver o que recebem através destes gestos que, em um primeiro olhar não conseguem interpretar. Eles não se apropriam da força que surge deste relacionamento tão singular.

Sem poder contar com a força do masculino que vem do pai, por julgarem profundamente esta outra forma de amor, acabam por sofrer as consequências disso na vida. 

Em última instância, quando julgam os pais, proíbem a si mesmo de usar as riquezas do masculino contidas em si.

A nova possibilidade

Talvez o bom caminho a ser tomado é abrir-se para o que foi possível. 

Sim, há histórias difíceis em todas as famílias. Sim, existem os pais que também enfrentam dificuldades e, por vezes, não estão completamente disponíveis para as demandas da vida. Mas, ainda assim, há um movimento profundo que transpassa as nossas relações. 

Em um olhar profundo, estamos todos a serviço. Mesmo aquilo que é difícil surge para nós como uma experiência rica em nossa vida, se for possível olhar para isso com olhos maduros.

 

“É verdade que há uma fase na vida em que as pessoas precisam dizer não aos pais, mas é um não comportamental, de ação, não necessariamente de coração. É normal, em certo momento, que exista essa necessidade de se separar, de se diferenciar, de se fazer grande em relação aos pais. No entanto, se o filho diz com o coração aos seus pais: “Não, eu não tomo aquilo que vem de vocês porque não é o que eu mereço”, mesmo que vá para a Austrália continuará percebendo uma corda enorme que o amarra aos seus pais através da rejeição.

Mas se ele diz: “fico feliz que vocês e juntaram e me entregaram a vida e os agradeço e digo sim à vida que me deram e a aproveito, e em tudo de bom que vivo na minha vida os tenho presentes”, então os pais se sentem grandes e o filho se sente impulsionado à vida, e pode deixar os pais e seguir o seu próprio caminho, possuir a vida, fecundá-la, injetar os seus genes na torrente da vida, CRIAR, arriscar, viver.

E de vez em quando ele vai voltar para os seus pais e dirá de novo: “obrigado”.
A rejeição ata. O consentimento liberta, pois é amor.

Joan Garriga, tradução livre

 

Veja no seu pai, principalmente, o homem que se permitiu um movimento essencial: o de passar a vida adiante. Vida esta que foi depositada em você. Todo o resto, tanto o bom quanto o desafiante, pertence à nossa humanidade. 

Desejamos a todos os pais, mães e filhos um excelente Dia dos Pais. Que seja possível estarmos conectados com a maravilhosa força que surge a partir do masculino dos nossos pais. 

Com carinho,

Equipe Instituto Ipê Roxo Florianópolis.

 


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