Alienação parental: quem recebe a punição é a criança

“O pai está sempre presente na criança. Quando eu rejeito o pai, rejeito também a criança. A criança sente isso e fica dividida. Não pode ficar completa.”

Bert Hellinger no livro “A fonte não precisa perguntar pelo caminho”, pg 124.


Da mesma forma, a mãe também está sempre na criança. Os dois, pai e mãe, compõem o que é aquele ser.

Pais não podem existir em separado. Quando há um filho, ele só pode surgir pela união do masculino e do feminino. Não existem filhos sem mãe, e também não é possível um filho sem pai.

A exclusão desses papeis começa numa estância anterior: o relacionamento do casal como homem e mulher.

Quando algo neste relacionamento não vai bem, é possível que um dos dois (ou os dois) lados da relação se utilizem do papel parental para atingir o outro.

É necessário ficar claro que quem está sendo utilizado e prejudicado, neste caso, é o filho. E é também ele que sofrerá as maiores consequências.

Filho é pai e é mãe

O filho é o fruto de um vínculo que se forma na união do homem com a mulher. Não da união como instituição – o casamento, por exemplo – mas da materialização do vínculo que se constrói entre o casal.

Dessa forma, o filho carrega em si o que ele recebe do pai e o que ele recebe da mãe. Só com estas duas partes em equilíbrio, é possível que ele se sinta inteiro e compreenda quem ele é.

E é a partir do que ele recebe desses dois que se reconhece como alguém que existe e pertence a um lugar.

Um outro pai seria possível?

Não! Se fosse outro homem, com certeza, seria outro filho. A própria genética nos afirma isso.

E uma outra mãe?

O mesmo se aplica. Para aquele filho existir como é, somente com o que vem daquele pai e daquela mãe.

Quando é negado ao filho o direito de ser o que lhe compõe

A alienação parental, que é quando o acesso de um dos progenitores é dificultado ou interrompido, traz sérias consequências para o desenvolvimento emocional dos filhos.

Isto causa uma divisão no filho, pois a lealdade aos seus pais aponta para lados opostos.

Para os filhos, seus pais continuam sempre juntos como pais. Separam-se como casal, às vezes vivendo sob o mesmo teto, mas não se separam como pais.

Se os pais se desprezam, para o filho é difícil não desprezar a si mesmo e não parecer a pior versão que o pai ou a mãe traçou do outro progenitor, pois, no fundo, um filho não pode prescindir de amar os pais e não deixa de fazer acrobacias emocionais para ser leal a ambos, inclusive imitando seu mau comportamento, ou seu alcoolismo, ou seus fracassos e desatinos.

O respeito entre o casal, mesmo quando deixarem de ser um casal

Ao homem e a mulher que desejam terminar uma relação que tenha como frutos seus filhos, é necessário separar as exigências que fazem parte da relação homem e mulher da relação de Pai e Mãe.

A principal distinção é que, enquanto há uma separação do relacionamento do casal, e isso é possível, homem e mulher seguem caminhos separados. Mas uma vez com filhos, o pai e a mãe não se separam.

Nesses casos, o vínculo é o próprio filho. Ele é o sinal do que a relação já foi um dia.

Nos assuntos relacionados ao filhos, pai e mãe permanecem em conjunto, ainda que na relação afetiva estejam separados.

Manter essa imagem mental é uma boa ferramenta para que o filho encontre um bom caminho para se desenvolver.

Esse é o maior presente que o casal pode oferecer quando a relação de casal chega ao fim.

E quando o pai ou a mãe evita o contato com o filho?

Observamos todos os dias em nosso trabalho o destino difícil de algumas famílias. Nestes casos estão os pais ou mães, que por algum motivo, não conseguem permanecer nesse papel.

Esta é uma situação bastante delicada. Tanto para pais quanto para os filhos.

O que podemos dizer nesta situação é auxiliar o filho a permanecer em contato com o que ele carrega dos genitores dentro dele, de forma que ele não sinta a necessidade de excluir algo de si.

Um bom caminho é não jogar as frustrações da vida prática no filho. Lembrando que ele é apenas o filho. Aquilo que pertence aos adultos pode ser resolvido em outras esferas.

É importante deixar claro que, enquanto os pais usam a criança para atingir um ao outro, o grande prejudicado, o grande punido é o filho que eles amam tanto.


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Este conteúdo (textos, imagens e artes gráficas – exceto trechos de livros, citações de outros autores, e imagens de banco de imagens, quando houver) é exclusivo e produzido pelo Ipê Roxo – Instituto de Desenvolvimento Humano. Sua reprodução é permitida se acompanhada com o devido crédito: material de propriedade do Instituto Ipê Roxo – disponível em www.institutoiperoxo.com.br | Curadoria de conteúdo realizada por Ana Cht Garlet, professora do Instituto.


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