Codependência: o sentimento de depender dos outros emocionalmente

Como seres sociais, nossa relação com os outros traz grande valor a nossa vida. É nas relações que crescemos, aprendemos e podemos nos desenvolver.

Quando lidamos saudavelmente com a presença e também a ausência do outro e reconhecemos bem os limites da nossa individualidade, nossa vida flui e cresce com nossas relações.

Porém, há um aspecto do nosso afeto que por vezes ultrapassa o limite saudável; é quando dependemos profundamente do relacionamento com o outro. 

A esse sentimento damos o nome de Codependência: para além do afeto, sentimos a necessidade do outro como meio de obter sentido e motivação para a vida.

 

Como se manifesta a Codependência?

Na codependência há um desejo contínuo de controle dos outros e do ambiente onde estamos. Isso se justifica pelo medo interno de que se algo muda, “eu posso perder o que me é importante e que me permite viver”.

Outro ponto que se manifesta na codependência é a motivação de oferecer ajuda aos outros ou mesmo de tomar o problema dos outros para si. São comportamentos que trazem um sentimento momentâneo de conexão, mas com pouca duração. Assim, a pessoa codependente se vê presa em um ciclo que não tem fim, sempre alimentando superficialmente um vazio interior.

A autora americana Melody Beattie em seu livro “Codependência nunca mais” traduziu este sentimento. Para ela, a codependência existe “quando uma pessoa deixa o comportamento de outra afetá-la e é obcecada em controlar esse  comportamento.”

Identificando a Codependência

Por Sonia Farias

Muitas pessoas vivem na codependência e nem sabem. Sentem um certo desconforto básico, por exemplo, quando querem falar sobre algo ruim e não conseguem. Preferem se calar, do que criar alguma situação constrangedora.

Quando deveriam pedir, não pedem, mesmo estão no direito de pedir. Às vezes o certo é exigir, mas não conseguem.

Sentem dores no corpo. Mal estar no estômago é uma manifestação recorrente, e normalmente não sabem do que se trata. Estes são sintomas que muitos vivenciam, sinalizando comportamentos co-dependentes. A evidência mais clara é a sensação de sentirem-se responsáveis por todos e pelo mundo.

Sim, os codependentes carregam na alma um amor sem medida pelo próximo, e esquecem do mais próximo a eles, eles mesmos.

Pode ser que se trate de um grande amor, mas, por trás dessa afeição, algo maior atua todo tempo e em qualquer lugar. É como se estivesse atendendo a uma missão.

Amar com sacrifício tem o tom do existir codependente, vivendo a vida do outro e se recusando a se responsabilizar por suas próprias vidas

 

As raízes da codependência

Na prática codependente, a ordem sempre é dar muito, sem saber como receber. Os codependentes sentem-se esquisitos, constrangidos, na verdade, não encontram em si o merecimento. Por fim, acabam dando sem receber, por anos.

São pessoas que sentem um vazio, não se realizam pessoalmente, embora façam inúmeras coisas. Muitos caem de exaustos. No amor sem medida, controlam tudo e todos, mas duvidam da capacidade de cuidarem de si mesmos.

Tornam-se obcecados por outras pessoas.

Os codependentes são conhecidos como os novos estóicos. Na antiga Grécia onde o estoicismo floresceu, o ensino era de que os indivíduos devessem negar os sentimentos. O prazer era tido como um inimigo do homem sábio. A origem codependente vem de longe, mesmo assim atua tão fortemente nos dias de hoje.

Olhando para o afeto

Melody Beattie

O tema Codependência foi um marco na história dos USA e na Europa. Muitos filmes, estudos, teses de mestrados e doutorados surgiram em busca do caminho da cura.

Com amor, Melody Beattie nos fala de um amor ciente, que vê o que de fato acontece nas relações humanas.

Com este tema, criamos o mini-curso “Codependência nunca mais”, com 4 encontros, baseado no trabalho de Beattie e em nossa experiência clínica.

 

“Este Curso foi talvez o mais impactante para mim, a maior tomada de consciência, perceber minha própria realidade.” M.B.C. – Pediatra e Homeopata

 

No curso, veremos como tratar os problemas advindos de relacionamentos abusivos. Como uma pessoa pode se tornar mais espontânea, reconhecendo seus verdadeiros limites. Como ser menos controlador, mais confiante e flexível.

O curso mostra como cada pessoa, assumindo o seu lugar, se torna mais firme, forte e respeitosa com todos os que vivem ao seu redor.

 

“O curso de co-dependência foi um presente que ganhei, pois possibilitou a ressignificação do meu olhar para mim mesma e, principalmente, para a forma como eu entendia que era amar alguém e demonstrar o amor numa relação. Sem esse entendimento, muitas aflições emocionais permeavam o meu coração e o meu pensamento, causando um esgotamento físico e principalmente emocional.” K.M. – Juíza

 

Melody afirma sua gratidão e honra, com humildade e coragem por poder abençoar o mundo com o seu livro. Sim, pois discorrer sobre compaixão e limites, implica em se dispor a aprender a amar mais a si e, depois aos outros.

Ser gentil consigo mesmo, amar respeitosamente o seu processo pessoal e também das pessoas ao nosso redor. Relacionar-se, sem codepender.


Saiba Mais

Curso “Codependência nunca mais”

Local: Instituto Ipê Roxo de Desenvolvimento Humano.

Rua: Professor Ayrton Roberto de Oliveira,64 Ed Isola Sarezzo. sala 706, Itacorubi – próximo ao Cepon e Hotel Mercure.

Datas: Quinta-feira das 14h30 às 16hh30 

28/03 14h30 às 16h30
11/04 14h30 às 16h30
25/04 14h30 às 16h30
09/05 14h30 às 16h30


Mais informações: (48) 99122.2904 (com Carla)


Este conteúdo (textos, imagens e artes gráficas – exceto trechos de livros, citações de outros autores, e imagens de banco de imagens, quando houver) é exclusivo e produzido pelo Ipê Roxo – Instituto de Desenvolvimento Humano. Sua reprodução é permitida se acompanhada com o devido crédito:material de propriedade do Instituto Ipê Roxo – disponível em www.institutoiperoxo.com.br|Curadoria de conteúdo realizada por Ana Cht Garlet, professora do Instituto.”


Gostaria de saber mais alguma informação sobre o curso “Codependência nunca mais”?

Fale conosco pelo formulário abaixo.

Deixe uma resposta