Como a constelação familiar pode influenciar na saúde do paciente?

A pergunta que guia nosso post hoje veio de um leitor de nosso blog. Esperamos que ela possa ser mais um passo para a compreensão de como a constelação familiar compreende a saúde e a doença.  Esperamos que seja útil. Boa leitura!


Há um campo do trabalho das Constelações Familiares chamado saúde sistêmica. Esta aplicação tem encontrado evidências de que nossas questões de saúde podem não ser meramente desordens “operacionais” do corpo, isto é, não serem apenas um mau funcionamento dos órgãos do corpo.

O que se tem percebido é que muitas de nossas condições de saúde tem como pano de fundo questões emocionais e mesmo questões familiares que se manifestam através da saúde. Sintomatizamos no corpo dores emocionais, acontecimentos e vivencias difíceis, traumas, entre muitos outros.

Dentro do campo das Constelações Sistêmicas, Stephan Hausner é um dos maiores especialistas na aplicação desta forma de terapia para pacientes com questões de saúde.

Através de seu trabalho, é possível perceber que a maior ajuda que a constelação oferece para pacientes é colocá-los em contato com o verdadeiro motivo que gera o sintoma no corpo.

Uma vez que muitos destes movimentos internos são inconscientes, a Constelação permite que o que está oculto na inconsciência e que está se manifestando através de uma questão de saúde venha à tona. E a partir de então, a possibilidade para um movimento de cura pode surgir.

Um olhar para a saúde

 

Para nos ajudar a ampliar um pouco a visão do nosso corpo e de nossa saúde, vamos colocar aqui um trecho muito especial escrito pelo médico alemão Rüdiger Dahlke, no livro “A doença como caminho”:

“O corpo nunca está só doente ou só saudável, visto que expressa realmente as informações da consciência. O Corpo nada faz por si mesmo; disto podem certificar-se todos, basta observar um cadáver. O corpo de um ser humano vivo deve seu funcionamento exatamente àquelas duas instâncias imateriais a que denominamos consciência e vida. A consciência  apresenta as informações que se manifestam no corpo e que se tornam visíveis.”

Para Dahlke, saúde é o fato de que vários órgãos de nosso corpo se desenvolvem em conjunto segundo uma determinada maneira. Neste olhar, a saúde é o funcionamento em harmonia do nosso organismo.

Neste sentido, a doença é a perda de harmonia deste funcionamento, ou o questionamento de uma ordem até então equilibrada.

“A perturbação da harmonia, no entanto, acontece na consciência e no âmbito da informação e se mostra pura e simplesmente no corpo. Assim sendo, o corpo é a apresentação ou o âmbito de concretização da consciência e, consequentemente, também de todos os processos e modificações que nela ocorrem. (…) Da mesma forma como a totalidade do mundo material, também o corpo material é o palco em que imagens da consciência se esforçam por se expressar. Disto se conclui que se a consciência de uma pessoa se desequilibra, o fato se torna visível e palpável na forma de sintomas corporais.”

 

Nossas imagens internas

Dessa forma, como mostra o médico alemão, nossas imagens interiores refletem na nossa saúde, tendo nosso corpo como meio de manifestação.

Estas imagens internas, que atuam através da nossa consciência e da nossa inconsciência são construídas através das nossas experiências, traumas e questões transgeracionais, entre muitas outras variáveis, como vem mostrando a Constelação Sistêmica e outros estudos há mais de 40 anos.

Isso não significa que todas nossas questões e dificuldades de saúde nascem deste ponto, mas sem dúvida, nosso consciente e inconsciente possuem uma grande força na construção dos aspectos da nossa vida, e em especial, da nossa saúde.

O efeito da constelação

Então, qual o efeito da constelação na nossa saúde? Este trabalho, em primeiro lugar, tem a capacidade de trazer a tona o que atua em camadas profundas da nossa consciência.

A partir do momento que nos permitimos ver algo que está presente, porém oculto, a tensão que está escondida neste acontecimento perde força, ou mesmo perde a necessidade de sintomatizar no corpo.

Doenças são grandes avisos. Elas prestam um serviço a nós e ao nosso sistema. Uma vez que estamos verdadeiramente em contato com o que precisamos olhar, e principalmente incluir, talvez seja possível nos liberar do mecanismo da sintomatização.

O processo de cura é algo complexo e por esse motivo, vemos com absoluto respeito o papel da medicina tradicional nos cuidados com a saúde.

Nesse ponto vemos a constelação sistêmica como um suporte no tratamento, permitindo aos pacientes o alcance de uma postura interna mais conectada com as possibilidades de cura, e de um espaço verdadeiro para que o tratamento oferecido encontre resultados benéficos para o paciente.


As citações deste artigo estão no livro “A doença como caminho – Uma visão nova da cura como ponto de mutação em que um mal se deixa transmutar em bem” – de Thorwald Dethlefsen e Rüdiger Dahlke. Editora Cultrix.


Este conteúdo (textos, imagens e artes gráficas – exceto trechos de livros, citações de outros autores, e imagens de banco de imagens, quando houver) é exclusivo e produzido pelo Ipê Roxo – Instituto de Desenvolvimento Humano. Sua reprodução é permitida se acompanhada com o devido crédito:material de propriedade do Instituto Ipê Roxo – disponível em www.institutoiperoxo.com.br|Curadoria de conteúdo realizada por Ana Cht Garlet, professora do Instituto.”


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