A Constelação Familiar ANTES de Bert Hellinger

Bert Hellinger é reconhecido como o pai da Constelação familiar como ela é conhecida e aplicada atualmente. Em seus estudos e trabalho, ele foi responsável por perceber as questões dos emaranhamentos familiares, a repetição transgeracional e principalmente, a observações das 3 leis dos relacionamentos.

Porém, antes dele, alguns profissionais do campo da terapia familiar já utilizavam a dinâmica da chamada Constelação Familiar.

Hellinger então frequentou alguns cursos e treinamentos destes profissionais, e esse acabou sendo seu primeiro contato com esta forma de trabalho pela qual mais adiante ele passaria a ser reconhecido em todo o mundo.

Em um de seus livros, “Histórias de Sucesso”, Hellinger descreve um pouco desse seu primeiro contato com a Constelação Familiar, através de Ruth McClendon, Les Kadis e Thea Schönfelder.

Leia seu depoimento e saiba mais sobre a Constelação Familiar antes de Bert Hellinger, descrito pelo próprio.

 

O primeiro contato

Durante os anos de 1974 a 1988, Hellinger combinou a análise de script de Eric Berne e a terapia primal de Arthur Janov.  Ainda na década de 70, passou a se interessar pela terapia familiar, que estudou intensamente.

“Eu me deparei com as Constelações Familiares. Elas já existiam antes de mim. Thea Schönfelder me mostrou as Constelações Familiares pela primeira vez durante as Semanas de psicoterapia de Lindau e me escolheu como representante do pai de um menino esquizofrênico.

Inocente, deixei-me colocar, seguro e animado. De repente reposicionou o representante desse menino e eu caí num buraco profundo. Eu já não era eu mesmo. No final, depois da constelação, senti-me em outra paisagem, ampla e aprazível.

Mais tarde a encontrei novamente, outra vez nas Semanas de psicoterapia de Lindau. De novo fiquei muito comovido por seu trabalho com as Constelações Familiares. Não podia entendê-lo, ainda mais porque ela não dizia nada sobre o pano fundo.”

Uma nova experiência

Numa oportunidade, nos Estados Unidos, Hellinger participou durante quatro semanas de um seminário de terapia familiar, dirigido por Ruth McClendon e Les Kadis. Ele descreve essa sua experiência como “impressionante”.

Neste contato, ele observou que os terapeutas trabalhavam em busca das soluções por intuição ou tentativas, e que embora animado, não conseguia compreender completamente o que se passava ali.

“Um ou dois anos mais tarde fui quatro semanas a um curso longo sobre terapia familiar em Snowmass, no alto das Montanhas Rochosas.

Era dirigido por Ruth McClendon e Les Kadis. Também eles mostraram algumas vezes as Constelações Familiares. De novo tive um papel de representante. Outra vez passei por altos e baixos. Também não compreendi dessa vez, nem eles puderam explicar o que acontecia.

Um ano depois, Ruth McClendon e Les Kadis vieram à Alemanha e ofereceram dois cursos de terapia plurifamiliar.

Quer dizer que trataram ao mesmo tempo, durante cinco dias, cinco famílias, pais e filhos. Novamente, foi difícil para mim compreender os detalhes. Estava a vivência, mas ficava longe a compreensão. Não obstante, o que eu compreendi foi que lá estava o futuro.”

O primeiro aprendizado

Após estes primeiros contatos, Hellinger tem o primeiro impulso de focar seu trabalho e seus estudos na terapia familiar. E, embora ele tenha continuado a exercer seu trabalho com suas influências anteriores, Hellinger descreve que a terapia familiar “não lhe deixou mais.”

“Depois de um ano o momento chegou. Ousei me dedicar a essa tarefa.

Antes disso aconteceram algumas coisas que me facilitaram o acesso. Comecei a compreender onde conduziam as Constelações Familiares.

Ao longo de muitos anos ofereci cursos sobre análise de roteiro, desenvolvido por Eric Berne, o fundador da Análise Transacional, descrita em seu livro “O que você diz depois de dizer olá?” Ele descobriu e descreveu através de muitos exemplos que vivemos nossa vida seguindo um plano secreto, segundo um roteiro que representamos quase literalmente no cenário da vida.

De repente tive a compreensão pioneira de que este roteiro, que interpretamos em nossa vida, já fora representado previamente por outra pessoa de nossa família, que em grande medida o assumimos dela e que, no fundo, o repetimos.”

As primeiras contribuições

Depois de outros cursos com Thea Schönfelder, Hellinger já compreendia melhor, ainda que não completamente, o trabalho proposto nas Constelações Familiares.

Então, durante a preparação de uma conferência sobre culpa e inocência, ocorreu-lhe o insight sobre as ordens nos relacionamentos.

“Subitamente compreendi o que é um emaranhamento. Ficamos emaranhados no destino de outra pessoa e também compreendi o que nos leva a isso. Ficamos emaranhados no destino de pessoas que nossa família perdeu, pois as esqueceram ou porque foram excluídas.

Imediatamente compreendi o que acontecia nas Constelações Familiares. Nelas vem à tona, através do representante, quem são estes excluídos e como podem ser levados novamente à família e a nosso coração para alívio de muitos.

Ao mesmo tempo, escrevendo uma conferência sobre culpa e inocência nos sistemas, percebi claramente que há uma ordem de origem e, portanto, num sistema, o anterior tem precedência sobre o posterior.”

 

Este e muitos outros conteúdos fazem parte da Formação em Constelação Familiar do Instituto Ipê Roxo. Uma estrutura e programação de curso direcionados em fornecer o conhecimento e experiência necessários para todos que desejam se aprofundar no trabalho Sistêmico de Bert Hellinger.

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Este conteúdo (textos, imagens e artes gráficas – exceto trechos de livros, citações de outros autores, e imagens de banco de imagens, quando houver) é exclusivo e produzido pelo Ipê Roxo – Instituto de Desenvolvimento Humano. Sua reprodução é permitida se acompanhada com o devido crédito: material de propriedade do Instituto Ipê Roxo Florianópolis – disponível em www.institutoiperoxo.com.br | Curadoria de conteúdo realizada por Ana Cht Garlet, professora do Instituto.


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