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A Prática da Constelação Sistêmica no Judiciário e Direito
Ipê Roxo - Instituto de Constelação Familiar | 21/08/18 | 0 comentário(s)

 

A aplicação da Constelação Sistêmica judiciário e no Direito de uma maneira geral, é amplamente conhecida como Direito Sistêmico. Esta forma de trabalho foi aplicada primeiramente nesta área pelo juiz brasileiro Sami Storch.

Ainda no começo de sua carreira no Direito, como advogado, ele participou de cursos direcionados para o conhecimento sistêmico de Bert Hellinger, conhecido como Constelação Familiar.

Após passar no concurso público para juiz, Sami levou este conhecimento para o seu trabalho no tribunal. Percebendo sua alta eficácia, estruturou um projeto e de forma organizada, começou a trabalhar com as Constelações Sistêmicas em fases conciliatórias dos processos que julgava.

“A aplicação da lei fria resolve o processo, mas não resolve o problema.” Sami Storch

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Primeiros resultados da aplicação da Constelação Sistêmica no judiciário

Os resultados surpreendentes que surgiram (aumento na taxa de acordos e diminuição das reincidivas) o motivou a continuar e propagar o projeto.

Já no início, Sami obteve, nas audiências efetivamente realizadas com a presença de ambas as partes, o índice de acordos de 100% nos processos em que ambas participaram da vivência de constelações; 93% nos processos em que uma delas participou; e 80% nos demais.

Estavam sendo dados os primeiros passos do que hoje é conhecido como Direito Sistêmico, calcados nos excelentes resultados dessa iniciativa.

Direito Sistêmico: o olhar ampliado para o que atua no conflito

A conclusão de que o cumprimento da lei nem sempre soluciona o problema trazido foi o que fez Sami olhar para as Constelações como uma nova possibilidade.

Uma vez que o problema não é solucionado, maiores as chances de um processo julgado retornar ao sistema judicial, em forma de outra ação.

Isso sobrecarrega um sistema já saturado de demandas. Um sistema que mesmo em sua capacidade máxima e contanto com todo o esforço dos servidores, não consegue dar conta das decisões dos casos que chegam até ele. 

Em muitos casos, servidores chegam a um processo de adoecimento, pois o peso que carregam com o exercício de seu trabalho é muito grande.

Os resultados obtidos por Sami foram tão impactantes e surpreendentes, que rapidamente motivaram a contínua adoção deste conhecimento em outras comarcas do país.

Hoje, a aplicação da Constelação Sistêmica no Sistema Judicial é uma realidade em todo o Brasil.  Também outros países já começar a olhar para a bem sucedida experiência brasileira buscando  replicar o modelo e os resultados em seus respectivos sistemas.

juiz Sami Storch

O Juiz  Sami Storch

O pioneirismo no Direito Sistêmico em Santa Catarina

Em Santa Catarina, o psicólogo e constelador do Instituto Ipê Roxo, Paulo Pimont Berndt é um dos pioneiros em levar este conhecimento para a área do Direito e Justiça.

Paulo Pimont Berndt, Psicólogo, Constelador Familiar pelo Instituto Spelter e Pós Graduado em Direito Sistêmico pela Hellinger Schule, professor convidado da Academia Judicial do Tribunal de Justiça de SC e co-fundador do Instituto Sistêmico Ipê Roxo.

Já tendo participado de projetos dentro da Justiça Federal, Academia Judicial, Fóruns Regionais, Penitenciárias entre outros diversos projetos, Paulo é um dos principais nomes neste campo de aplicação da Constelação Sistêmica no sul do Brasil.

Formando multiplicadores da aplicação da Constelação Sistêmica no judiciário

Os juízes da Academia Judicial de Santa Catarina, que realizaram este treinamento, revelam o quanto sua percepção se ampliou e são unânimes em reconhecer os benefícios desta nova postura dentro de seu trabalho, trazendo mudanças para eles próprios, para suas equipes e para a sociedade que busca o judiciário.

Paulo foi aluno de Sami Storch e também participou da organização de dois seminários do juiz em Florianópolis, através do Instituto Ipê Roxo.

Ele também é professor dos cursos aqui do Instituto Ipê Roxo na área do Direito. Deste cursos, saíram novos projetos liderados por profissionais que já integram o sistema judicial brasileiro, e que após o curso, se tornaram multiplicadores desta aplicação.

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Alguns projetos envolvendo a Constelação Sistêmica no judiciário em Santa Catarina, realizados com o apoio do Instituto Ipê Roxo 

Em Florianópolis: Conversas de Família 

Um destes projetos pioneiros é o liderado pela juíza Vania Petertman, do Fórum Norte da Ilha.

O encontro “Conversas de Família” é conduzido por Paulo Pimont Berndt e também por membros da equipe do Fórum e abordam prática de Comunicação não-violenta (CNV) e Constelação Sistêmica.

Esta iniciativa foi uma das primeiras no estado de Santa Catarina e também no Brasil.

Frisa-se que a oficina, idealizada pela juíza Vania Petermann, tem por objetivo proporcionar uma reflexão sobre o processo e o conflito nele existente. Desta forma, constrói-se um caminho para que as partes encontrem a melhor solução para os envolvidos. A solução que poderá ser cumprida por todos.

Este é um dos preceitos mais importantes do Direito Sistêmico: que as pessoas envolvidas no conflito sejam protagonistas da solução de seu caso. Esta postura devolve às partes a responsabilidade pelos atos e consequências do que foi levado à justiça.

E foi o resultado observado neste projeto que possibilitou novos movimentos do Direito Sistêmico em outros órgãos da Justiça em Florianópolis e em Santa Catarina.

Em Camboriú:

Justiça Sistêmica: Vínculos de Amor

Através do apoio de Paulo Pimont Berndt e de integrantes do Núcleo de Direito Sistêmico do Instituto Ipê Roxo, Karina implantou na sua comarca o projeto “Justiça Sistêmica: vínculos de amor.”

Nos mesmos moldes do que foi feito pelo Juiz Sami Storch, Karina Müller instituiu essas oficinas que ocorrem quinzenalmente, onde as partes de processos são convidadas para uma palestra e alguns casos são olhados pela ótica da Constelação Sistêmica.

“As ações judiciais apenas mostram a ponta do iceberg, tão somente apontam para algo muito maior. Uma dor maior que se expressa nos processos judiciais.” Jackie Kaufmann, Núcleo de Direito Sistêmico do Instituto Ipê Roxo

Não há o objetivo de “terapeutizar” o processo litigioso. Mas é bastante visível como, ao ver o que verdadeiramente atua em sua exigência, a maioria da pessoas envolvidas nos processos tomam a responsabilidade que lhe cabe, liberando o outro para a possibilidade de um acordo de compensação ou resultado justo.

Isso faz com que as duas partes se tranquilizem, e cheguem a um novo equilíbrio.

Em Tubarão: Cejusc

O Cejusc de Tubarão, coordenado pela juíza Miriam Regina Garcia Cavalcanti, titular da Vara da Família, Órfãos, Infância e Juventude anotou 75% de conciliação nos últimos 2 meses.

A equipe comandada pela juíza possui 7 conciliadores, entre eles,  Sérgio Henrique Marcelino, que foi aluno do Instituto Ipê Roxo no curso de Direito Sistêmico com Paulo Pimont Berndt.

“E na busca de novas formas de bem atender as demandas, cheguei ao Instituto Ipê Roxo, onde fazendo o curso de Direito Sistêmico, pude alcançar outras áreas do conhecimento, que muito tem me ajudado no dia a dia, podendo assim, cada vez mais melhorar a qualidade do atendimento nas mesas de mediação e conciliação.”  Sérgio Henrique Marcelino, conciliador e aluo do Instituto Ipê Roxo

 

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Núcleo de Direito Sistêmico do Instituto Ipê Roxo

No Instituto Ipê Roxo existe o Núcleo de Direito Sistêmico, composto por alunos da formação em Constelação Familiar do Instituto e que trabalham em projetos relacionados à aplicação da Constelação Sistêmica no judiciário.

Liderados pelo Professor Paulo Pimont Berndt, seus integrantes atuam em projetos de diversos órgãos públicos, de forma voluntária. Em comum, todos os projetos contemplados por esse apoio fazem parte de um ramo do sistema judicial.

Desta forma, para além do conhecimento adquirido em Cursos, o trabalho do Núcleo de Direito Sistêmico do Instituto Ipê Roxo tem se tornado uma fonte de novas experiências e também conhecimento prático desta aplicação.

Resultados da aplicação da Constelação Sistêmica no judiciário

Os resultados que têm acontecido nas iniciativas dentro do sistema judicial é surpreendente. É sensível o aumento de acordos em estágio conciliatório, assim como a redução da reincidiva.

Sami Storch, após seus primeiros movimentos na sua comarca, computou os resultados, que são apresentados abaixo. A mesma tendência é observada nos projetos posteriores onde a Constelação Sistêmica é aplicada.

  • 59% das pessoas disseram ter percebido, desde a vivência, mudança de comportamento do pai/mãe de seu filho que melhorou o relacionamento entre as partes. Para 28,9%, a mudança foi considerável ou muita. 
  • 59% afirmaram que a vivência ajudou ou facilitou a obtenção do acordo para conciliação durante a audiência. Para 27%, ajudou consideravelmente. Para 20,9%, ajudou muito.
  • 77% disseram que a vivência ajudou a melhorar as conversas entre os pais quanto à guarda, visitas, dinheiro e outras decisões em relação ao filho das partes. Para 41%, a ajuda foi considerável; para outros 15,5%, ajudou muito.
  • 71% disseram ter havido melhora no relacionamento com o pai/mãe de seu(s) filho(s), após a vivência. Melhorou consideravelmente para 26,8% e muito para 12,2%.
  • 94,5% relataram melhora no seu relacionamento com o filho. Melhorou muito para 48,8%, e consideravelmente para outras 30,4%. Somente 4 pessoas (4,8%) não notaram tal melhora.
  • 76,8% notaram melhora no relacionamento do pai/mãe de seu(ua) filho(a) com ele(a). Essa melhora foi considerável em 41,5% dos casos e muita para 9,8% dos casos.
  • Além disso, 55% das pessoas afirmaram que desde a vivência de constelações familiares se sentiu mais calmo para tratar do assunto; 45% disseram que diminuíram as mágoas; 33% disse que ficou mais fácil o diálogo com a outra pessoa; 36% disse que passou a respeitar mais a outra pessoa e compreender suas dificuldades; e 24% disse que a outra pessoa envolvida passou a lhe respeitar mais.

Como aprender essa abordagem?

Os conhecimentos das Constelações Sistêmica estão disponíveis para todos. O Instituto Ipê Roxo, de Florianópolis, foi um dos pioneiros nesta aplicação em Santa Catarina, e mantêm-se avançando no caminho da prática do Direito Sistêmico.

Com larga experiência, tanto na Constelação Sistêmica quanto na sua aplicação no sistema judicial, Paulo Pimont Berndt se tornou referência para profissionais de diversos estados do Brasil que buscam integrar este conhecimento e esta postura em seu trabalho jurídico.


Convidamos você a conhecer esta abordagem. Temos convicção que você encontrará novas forças e novos resultados em seu trabalho com o apoio do trabalho desenvolvido pelos conhecimentos do Direito Sistêmico.


Com a postura sistêmica há uma mudança de paradigma: o Judiciário como auxiliar das partes na construção de uma solução para o problema trazido. Aqui, o papel do judiciário é restaurativo, um objetivo que muitos profissionais tem buscado há muito tempo.


 

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