A Prática da Constelação Sistêmica no Judiciário e Direito

A aplicação da Constelação Sistêmica no campo do Direito e do trabalho no Sistema Judicial é amplamente conhecido como Direito Sistêmico.

Esta forma de trabalho foi aplicada primeiramente nesta área pelo juiz brasileiro Sami Storch.

Ainda no começo de sua carreira no Direito, como advogado, ele participou de cursos direcionados para o conhecimento sistêmico de Bert Hellinger, conhecido como Constelação Familiar.

Após passar no concurso público para juiz, Sami levou este conhecimento para o seu trabalho no tribunal. Percebendo sua alta eficácia, estruturou um projeto e de forma organizada, começou a trabalhar com as Constelações Sistêmicas em fases conciliatórias dos processos que julgava.

“A aplicação da lei fria resolve o processo, mas não resolve o problema.” Sami Storch

Primeiros resultados da aplicação do Direito Sistêmico

Os resultados surpreendentes que surgiram (aumento na taxa de acordos e diminuição das reincidivas) o motivou a continuar e propagar o projeto.

Já no início, Sami obteve, nas audiências efetivamente realizadas com a presença de ambas as partes, o índice de acordos de 100% nos processos em que ambas participaram da vivência de constelações; 93% nos processos em que uma delas participou; e 80% nos demais.

Estavam sendo dados os primeiros passos do que hoje é conhecido como Direito Sistêmico, calcados nos excelentes resultados dessa iniciativa.

Direito Sistêmico: o olhar ampliado para o que atua no conflito

A conclusão de que o cumprimento da lei nem sempre soluciona o problema trazido foi o que fez Sami olhar para as Constelações como uma nova possibilidade.

Uma vez que o problema não é solucionado, maiores as chances de um processo julgado retornar ao sistema judicial, em forma de outra ação.

Isso sobrecarrega um sistema já saturado de demandas. Um sistema que mesmo em sua capacidade máxima e contanto com todo o esforço dos servidores, não consegue dar conta das decisões dos casos que chegam até ele. 

Em muitos casos, servidores chegam a um processo de adoecimento, pois o peso que carregam com o exercício de seu trabalho é muito grande.

Os resultados obtidos por Sami foram tão impactantes e surpreendentes, que rapidamente motivaram a contínua adoção deste conhecimento em outras comarcas do país.

Hoje, a aplicação da Constelação Sistêmica no Sistema Judicial é uma realidade em todo o Brasil.  Também outros países já começar a olhar para a bem sucedida experiência brasileira buscando  replicar o modelo e os resultados em seus respectivos sistemas.

O Juiz  Sami Storch

O pioneirismo no Direito Sistêmico em Santa Catarina

Em Santa Catarina, o psicólogo e constelador do Instituto Ipê Roxo, Paulo Pimont é um dos pioneiros em levar este conhecimento para a área do Direito e Justiça.

Paulo Pimont, Psicólogo, Constelador Familiar pelo Instituto Spelter e Pós Graduado em Direito Sistêmico pela Hellinger Schule, professor convidado da Academia Judicial do Tribunal de Justiça de SC e co-fundador do Instituto Sistêmico Ipê Roxo.

Já tendo participado de projetos dentro da Justiça Federal, Academia Judicial, Fóruns Regionais, Penitenciárias entre outros diversos projetos, Paulo é um dos principais nomes neste campo de aplicação da Constelação Sistêmica no sul do Brasil.

Formando multiplicadores do Direito Sistêmico

Os juízes da Academia Judicial de Santa Catarina, que realizaram este treinamento, revelam o quanto sua percepção se ampliou e são unânimes em reconhecer os benefícios desta nova postura dentro de seu trabalho, trazendo mudanças para eles próprios, para suas equipes e para a sociedade que busca o judiciário.

Paulo foi aluno de Sami Storch e também participou da organização de dois seminários do juiz em Florianópolis, através do Instituto Ipê Roxo.

Ele também é professor do curso “A Prática da Constelação Sistêmica no Direito”, oferecido e organizado pelo Instituto Ipê Roxo. Deste cursos, saíram novos projetos liderados por profissionais que já integram o sistema judicial brasileiro, e que após o curso, se tornaram multiplicadores desta aplicação.

Alguns projetos envolvendo o Direito Sistêmico em Santa Catarina, realizados com o apoio do Instituto 

Em Florianópolis: Conversas de Família 

Um destes projetos pioneiros é o liderado pela juíza Vania Petertman, do Fórum Norte da Ilha.

O encontro “Conversas de Família” é conduzido por Paulo Pimont e também por membros da equipe do Fórum e abordam prática de Comunicação não-violenta (CNV) e Constelação Sistêmica.

Esta iniciativa foi uma das primeiras no estado de Santa Catarina e também no Brasil.

Frisa-se que a oficina, idealizada pela juíza Vania Petermann, tem por objetivo proporcionar uma reflexão sobre o processo e o conflito nele existente. Desta forma, constrói-se um caminho para que as partes encontrem a melhor solução para os envolvidos. A solução que poderá ser cumprida por todos.

Este é um dos preceitos mais importantes do Direito Sistêmico: que as pessoas envolvidas no conflito sejam protagonistas da solução de seu caso. Esta postura devolve às partes a responsabilidade pelos atos e consequências do que foi levado à justiça.

E foi o resultado observado neste projeto que possibilitou novos movimentos do Direito Sistêmico em outros órgãos da Justiça em Florianópolis e em Santa Catarina.

Em Camboriú:

Justiça Sistêmica: Vínculos de Amor

Através do apoio de Paulo Pimont e de integrantes do Núcleo de Direito Sistêmico do Instituto Ipê Roxo, Karina implantou na sua comarca o projeto “Justiça Sistêmica: vínculos de amor.”

Nos mesmos moldes do que foi feito pelo Juiz Sami Storch, Karina Müller instituiu essas oficinas que ocorrem quinzenalmente, onde as partes de processos são convidadas para uma palestra e alguns casos são olhados pela ótica da Constelação Sistêmica.

“As ações judiciais apenas mostram a ponta do iceberg, tão somente apontam para algo muito maior. Uma dor maior que se expressa nos processos judiciais.” Jackie Kaufmann, Núcleo de Direito Sistêmico do Instituto Ipê Roxo

Não há o objetivo de “terapeutizar” o processo litigioso. Mas é bastante visível como, ao ver o que verdadeiramente atua em sua exigência, a maioria da pessoas envolvidas nos processos tomam a responsabilidade que lhe cabe, liberando o outro para a possibilidade de um acordo de compensação ou resultado justo.

Isso faz com que as duas partes se tranquilizem, e cheguem a um novo equilíbrio.

Em Tubarão: Cejusc

O Cejusc de Tubarão, coordenado pela juíza Miriam Regina Garcia Cavalcanti, titular da Vara da Família, Órfãos, Infância e Juventude anotou 75% de conciliação nos últimos 2 meses.

A equipe comandada pela juíza possui 7 conciliadores, entre eles,  Sérgio Henrique Marcelino, que foi aluno do Instituto Ipê Roxo no curso de Direito Sistêmico com Paulo Pimont.

“E na busca de novas formas de bem atender as demandas, cheguei ao Instituto Ipê Roxo, onde fazendo o curso de Direito Sistêmico, pude alcançar outras áreas do conhecimento, que muito tem me ajudado no dia a dia, podendo assim, cada vez mais melhorar a qualidade do atendimento nas mesas de mediação e conciliação.”  Sérgio Henrique Marcelino, conciliador e aluo do Instituto Ipê Roxo

Núcleo de Direito Sistêmico do Instituto Ipê Roxo

No Instituto Ipê Roxo existe o Núcleo de Direito Sistêmico, composto por alunos da formação em Constelação Familiar do Instituto e que trabalham em projetos relacionados à aplicação da Constelação Sistêmica no Sistema Judicial.

Liderados pelo Professor Paulo Pimont, seus integrantes atuam em projetos de diversos órgãos públicos, de forma voluntária.

Em comum, todos os projetos contemplados por esse apoio fazem parte de um ramo do sistema judicial.

Desta forma, para além do conhecimento adquirido em Cursos, o trabalho do Núcleo de Direito Sistêmico do Instituto Ipê Roxo tem se tornado uma fonte de novas experiências e também conhecimento prático desta aplicação.

Os resultados aplicando o Direito Sistêmico

Os resultados que têm acontecido nas iniciativas dentro do sistema judicial é surpreendente. É sensível o aumento de acordos em estágio conciliatório, assim como a redução da reincidiva.

Sami Storch, após seus primeiros movimentos na sua comarca, computou os resultados, que são apresentados abaixo. A mesma tendência é observada nos projetos posteriores onde a Constelação Sistêmica é aplicada.

  • 59% das pessoas disseram ter percebido, desde a vivência, mudança de comportamento do pai/mãe de seu filho que melhorou o relacionamento entre as partes. Para 28,9%, a mudança foi considerável ou muita. 
  • 59% afirmaram que a vivência ajudou ou facilitou a obtenção do acordo para conciliação durante a audiência. Para 27%, ajudou consideravelmente. Para 20,9%, ajudou muito.
  • 77% disseram que a vivência ajudou a melhorar as conversas entre os pais quanto à guarda, visitas, dinheiro e outras decisões em relação ao filho das partes. Para 41%, a ajuda foi considerável; para outros 15,5%, ajudou muito.
  • 71% disseram ter havido melhora no relacionamento com o pai/mãe de seu(s) filho(s), após a vivência. Melhorou consideravelmente para 26,8% e muito para 12,2%.
  • 94,5% relataram melhora no seu relacionamento com o filho. Melhorou muito para 48,8%, e consideravelmente para outras 30,4%. Somente 4 pessoas (4,8%) não notaram tal melhora.
  • 76,8% notaram melhora no relacionamento do pai/mãe de seu(ua) filho(a) com ele(a). Essa melhora foi considerável em 41,5% dos casos e muita para 9,8% dos casos.
  • Além disso, 55% das pessoas afirmaram que desde a vivência de constelações familiares se sentiu mais calmo para tratar do assunto; 45% disseram que diminuíram as mágoas; 33% disse que ficou mais fácil o diálogo com a outra pessoa; 36% disse que passou a respeitar mais a outra pessoa e compreender suas dificuldades; e 24% disse que a outra pessoa envolvida passou a lhe respeitar mais.

Como aprender essa abordagem?

Os conhecimentos das Constelações Sistêmica estão disponíveis para todos.

O Instituto Ipê Roxo, de Florianópolis, foi um dos pioneiros nesta aplicação em Santa Catarina, e mantêm-se avançando no caminho da prática do Direito Sistêmico.

Com larga experiência, tanto na Constelação Sistêmica quanto na sua aplicação no sistema judicial, Paulo Pimont se tornou referência para profissionais de diversos estados do Brasil que buscam integrar este conhecimento e esta postura em seu trabalho jurídico.

Este é o conteúdo que está contido no curso coordenado por Paulo no Instituto Ipê Roxo – “A Prática da Constelação Sistêmica no Direito”.

Um curso em 3 módulos, de 2 dias cada, que abordas as aplicações e os conhecimentos trazidos pelo Direito Sistêmico.

CURSO ESPECIAL: “A Prática da Constelação Sistêmica no Direito


Ministrado por Paulo Pimont e Juliana Foggaça

Paulo Pimont menor

Professor Paulo Pimont

Psicólogo, Constelador Familiar pelo Instituto Spelter e formado em Direito Sistêmico pela Hellinger Schule, professor convidado da Academia Judicial do Tribunal de Justiça de SC e co-fundador do Instituto Sistêmico Ipê Roxo.

O Professor Paulo Pimont lidera o movimento do Instituto Ipê Roxo nesta frente. Já organizamos dois workshops em Florianópolis com Sami Storch, o pioneiro no Brasil na abordagem das Constelações no Judiciário.

Além disso, uma nova iniciativa do Professor, junto com a advogada Juliana Foggaça, dará oportunidade de um olhar contínuo dos profissionais dessa área para processos e dificuldades de seu trabalho. Lançamos na palestra aberta, o “Grupo de estudos de Direito Sistêmico”, com a presença dos dois profissionais no guiamento do trabalho.

Paulo foi professor da Academia Judicial e faz parte da primeira turma de pós-graduação em Direito Sistêmico da Hellinger Schule no Brasil. Juntamente  com Vânia Petermann, juíza diretora do Foro do Norte da Ilha, Paulo facilita as constelações familiares no Programa “Conversas de Família”, uma iniciativa pioneira do judiciário catarinense, que busca promover a conciliação entre as partes em litígio, através de oficinas.

JUFOGGAÇA pb

 

Professora Juliana Foggaça
Advogada (OAB/SC n.º 34.387) e Consteladora Sistêmica – com 19 anos de experiência na atuação Jurídica, atualmente com ênfase em Direito Sistêmico e Consultoria Jurídica Sistêmica.

Juliana é Sócia-Fundadora do Escritório “De Almeida Advocacia” (OAB/SC n.º 3.903), Membro do Instituto Brasileiro de Direito de Familia – IBDFam, Membro Efetiva do Instituto dos Advogados de Santa Catarina – IASC, Especializada em Direito de Família e Pós-Graduanda em Filosofia pela Estácio de Sá.

Atuou na Assessoria Jurídica na Justiça de Primeiro Grau (2000 a 2012), oportunidade em que foi Conciliadora, Juíza Leiga e Implantadora do Sistema (SAJ).

Na OAB, presidiu a Comissão de Direito Digital da 28ª Subseção da OAB/SC – São José/SC (2014/2015). Também foi: Membro do Comitê de Inclusão Digital da OAB/SC (2014/2015); Presidente da Comissão de Inclusão Digital da OAB/SC (2016/2018), Vice-Presidente da Comissão de Direito Sistêmico da OAB/SC (2017) e Presidente da Comissão Especial do Processo Eletrônico do TJSC da OAB/SC (2017-2018). Presidente da Comissão de Inclusão Digital da OAB/SC (2019), Conselheira Suplente na 28ª Subseção da OAB/SC em São José/SC (2019) e Membro da Comissão de Direito Sistêmico do IASC (2018 e 2019).


Assistência Técnica

Paulo e Juliana também contarão com apoio técnico de profissionais do Direito ao longo dos módulos. Serão elas:

 

 

Karina Müller Queiroz de Souza
Juíza da 1ª Vara Cível da Comarca de Camboriú e criadora do Programa Justiça Sistêmica: Vínculos de Amor

 


 

 

 

Micheli Polippo
Juíza Federal e Coordenadora do CEJUSCON de Florianópolis

 


PROGRAMA DO CURSO DE DIREITO SISTÊMICO

MÓDULO 1

  • Surgimento histórico das Constelações Sistêmicas;
  • O que são Constelações Sistêmicas;
  • Apresentação das Bases Científicas;
  • As 3 Leis Sistêmicas ou Ordens do Amor;
  • Emaranhamentos Sistêmicos;
  • O que é Direito sistêmico e resultados já obtidos;
  • Onde surgem os conflitos;
  • Onde começa a Paz;
  • Empoderamento das partes do processo.
  • Aplicação no âmbito Estadual e Federal

MÓDULO 2

  • A influência da história familiar na atuação do profissional de Direito;
  • Atendimento Jurídico sistêmico – pré-processual, extrajudicial e contencioso;
  • Princípios Básicos para uma postura Sistêmico-Fenomenológica;
  • O olhar livre de julgamento– Distanciamento sistêmico– Mediação e Conciliação Sistêmica;
  • A distância do profissional para a resolução e pacificação de conflitos.

MÓDULO 3

  • Culpa e Inocência;
  • As 3 Consciências (Pessoal, Familiar e Universal);
  • A busca por Justiça;
  • Casos práticos em Direito de Família e Sucessões, Bancário, Penal, Ambiental, Empresarial, Obrigações, Contratos, Imobiliário, Registral, Trabalhista, Previdenciário, Tributário, dentre outros;
  • Exercícios sistêmicos para utilização na tomada de decisões.

 


Para que realizar este Curso?

1 – Conhecer o que é Direito Sistêmico e as Constelações Familiares de Bert Hellinger

2 – Os participantes serão expostos a uma nova visão sobre sua atuação como operadores do direito e terão a experiência de exercícios práticos que poderão aplicar na seu dia-a-dia, com seus clientes e jurisdicionados.

3 – Serão feitas Constelações de temas e casos que possam estar “travados” ou de difícil solução.

O temas tratados neste dia serão abordados conforme a necessidade dos participantes do seminário.

VALORES E CONDIÇÕES DE PAGAMENTO

taxa de inscrição: R$150

Valor do curso completo (3 módulos): R$ 2.975,00


CONDIÇÃO ESPECIAL p/ pagamento antecipado até 25/07/2019 – Matrícula R$ 150,00 + 7 X R$405,00 (cheque ou cartão de crédito)


  • A partir de 26/07/2019, matrícula R$ 150,00 e 5 x 595,00 (cheque ou cartão de crédito)
  • Matrícula de R$ 150,00 e valor do curso com 3% de desconto e parcelado em 3 x
  • Matrícula de R$ 150,00 e valor do curso à vista com 5% de desconto

Convidamos você a conhecer esta abordagem. Temos convicção que você encontrará novas forças e novos resultados em seu trabalho com o apoio do trabalho desenvolvido pelos conhecimentos do Direito Sistêmico.



MÓDULO 1 – 24 e 25 de agosto de 2019
MÓDULO 2 – 12 e 13 de outubro de 2019
MÓDULO 3 – 09 e 10 de novembro de 2019

FICHA DE INSCRIÇÃO – http://bit.ly/CursoDireitoSistemico


Faça parte do CURSO de Direito Sistêmico 

O CURSO irá explicar e expor aos participantes como este novo olhar tem trazido benefícios para os clientes, profissionais do direito e ao sistema como um todo.

Com a postura sistêmica há uma mudança de paradigma: o Judiciário como auxiliar das partes na construção de uma solução para o problema trazido. Aqui, o papel do judiciário é restaurativo, um objetivo que muitos profissionais tem buscado há muito tempo.


Faça sua inscrição e participe deste movimento transformador que está acontecendo no Judiciário!

 3 MÓDULOS (48 horas de aula) em Florianópolis

Inscreva-se clicando aqui 

Se preferir, fale conosco através formulário abaixo

 

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