Saúde Sistêmica: Aprendendo a ouvir a linguagem do seu corpo

Stephan Hausner é um terapeuta alemão que se especializou no trabalho com as Constelações Familiares direcionadas para a saúde.

A aplicação do seu trabalho deixou claro como a Constelação Familiar é uma excelente ferramenta no processo de tratamento de questões relacionadas à saúde.

A partir do olhar das Constelações de Bert Hellinger, a experiência de Hausner adicionou um olhar prático para descobrir o que nos conduz para a doença e para as dificuldades que surgem em nosso caminho.

Com a ajuda da Constelação Familiar, aprendemos um novo caminho para escutar o que o nosso corpo está dizendo. É esta abordagem que estará presente no “4º Seminário de Saúde Sistêmica – O olhar das Constelações Familiares para a saúde e a doença”, oferecido pelo Instituto Ipê Roxo em abril de 2019.


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Este seminário traz compreensões especiais para pessoas que estão passando por alguma dificuldade de saúde e que desejam olhar o que atua nesta dinâmica que traz dificuldades para seu organismo.

Já para os profissionais da saúde, é uma oportunidade de ampliar seu olhar para outras questões que influenciam o andamento do tratamento proposto pela medicina tradicional.

É sempre importante lembrar que a Constelação não se propõe a ser um substituto ao tratamento tradicional. Muito pelo contrário. A constelação é um bom aditivo ao tratamento, muitas vezes possibilitando uma abertura para melhor efeito do tratamento proposto pela medicina.

Também poderão se beneficiar do que será abordado aqui,  os consteladores e alunos em formação, que poderão treinar o olhar e acrescentar mais referências em seu trabalho com outros clientes.

Um trabalho com a Saúde Sistêmica

descrito por Stephan Hausner na entrevista “Coração em Sintonia”, dada a Marianne Franke

“Em um curso em Washington DC, em 2004, essa dinâmica ficou clara para mim. O paciente era um médico. Ele havia sido operado várias vezes por causa de um câncer ósseo progressivo em sua perna direita e usava uma prótese que não podia ser desmontada.

Metástases hepáticas e pulmonares foram diagnosticadas. Ele veio ao grupo com sua esposa e dois filhos. Estava fazendo um plano de irradiação e queria participar do grupo por apenas um dia.

Pedi-lhe que escolhesse representantes para ele, para o pai e para a mãe. Ele os colocou em relação um ao outro e acrescentou outro representante para sua doença. Os movimentos mostraram uma relação entre a doença e a mãe.

À minha pergunta sobre isso, surgiu que ele sempre teve um relacionamento muito bom com a mãe. Não havia evidências de implicações, então interrompi a constelação por falta de informação.

Ele estava zangado com essa interrupção e enfatizou que viajara de longe com sua família e agora estava muito desapontado. Assegurei-lhe que continuaria o trabalho no dia seguinte, quando a experiência abrisse novos aspectos. Ele respondeu que tinha que viajar de volta naquela mesma noite, para um compromisso importante com o seu tratamento.

Repeti para ele que ele tinha todas as possibilidades no dia seguinte e que era a sua decisão. No dia seguinte, o paciente estava presente. Sua família aproveitou o vôo de volta, que evidentemente o relaxou e ele se sentiu mais focado e sereno.

 

A intervenção essencial

Mais uma vez decidi por uma constelação de sua família de origem. A imagem resultante foi semelhante à do dia anterior: movimentos erráticos dos representantes, um segredo sobre a mãe e pouco potencial de solução.

Então eu pedi a ele novamente para contar sobre o relacionamento dele com a mãe dele. No dia anterior, ele dissera que tinha um bom relacionamento com a mãe, e surgiu agora que ela não sabia nada sobre sua doença. Essa foi a chave.

Perguntei-lhe como estava se saindo no objetivo de esconder sua doença e ele disse que, desde a primeira operação, ele evitava ver a mãe pessoalmente, mas falavam ao telefone diariamente e conversavam sobre tudo, exceto sobre a doença.

Foi por isso que pedi ao representante da mãe que ficasse na frente dele e disse ao paciente:

“Querida mamãe, olha, estou muito doente.”

A representante da mãe ficou tonta imediatamente, cambaleou e teve dificuldade em ficar em pé.

Eu ouvi em sua alma a frase:

“meu querido filho, ainda que você morra, você não receberá mais de mim”.

Esta frase demoliu-o.

Parecia que um castelo de cartas desmoronara em seu corpo. Você pode perceber como seu corpo deve se reorganizar após essa intervenção. A representante da mãe se sentiu bem e cheia de força com essa frase.

Eu disse um par de outras coisas sobre a vida através dos pais, e que eles só podem dar o jeito que eles fizeram. A intervenção essencial foi essa frase de mãe para filho.

Meio ano depois, ele me escreveu que estava livre do câncer. De repente, as medidas terapêuticas alcançaram resultados positivos. Em 2006 conheci Susan Ulfelder, a organizadora do workshop. Ela relatou que o paciente estava saudável e que ele havia deixado a profissão médica.

A força do trabalho de Hellinger

O que Hausner descreve em seu trabalho é o que hoje é conhecido como Saúde Sistêmica. É a aplicação dos conhecimentos trazidos por Bert Hellinger para o campo da saúde física e mental.

É surpreendente como muitas vezes, embora desejamos a cura, algo que atua internamente e de forma inconsciente nos leva para a doença e para as dificuldades advindas dela.

O que a Saúde Sistêmica nos mostra, através do que foi descoberto pelas Constelações Familiares, é que nossa saúde é algo além do simples funcionamento dos nossos órgãos. Nossa saúde está também à serviço dos nossos vínculos familiares e suas dores.

Nesse sentido, cada sintoma que nos acomete é um fala do corpo para nós. Se muitas vezes silenciamos esta voz com remédios (ainda que haja uma cura momentânea) posteriormente, algo volta a se manifestar.

Mas, e se ao invés disso, nos colocarmos a escutar o que está para além do sintoma? E se nós nos conscientizarmos que nosso corpo é uma ferramenta que está completamente a nosso serviço e muitas vezes nos levando a extremos para que possamos ver algo?

Este seminário é uma boa oportunidade para olhar e aprender a escutar esta voz do corpo. Um conhecimento surpreendente, que tem ajudado cada vez mais pessoas a lidar de uma forma mais produtiva com as dificuldades de saúde.


Saiba mais sobre este evento especial que acontecerá em Florianópolis, no Instituto Ipê Roxo. Clique na imagem abaixo.

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O Ipê Roxo – Instituto de Desenvolvimento Humano é pioneiro em Florianópolis no trabalho com as Constelações Sistêmicas. Foi fundado pelos consteladores Sonia Farias, Maria Inês Araujo Garcia Silva, Paulo Pimont e Ana Garlet.

Constelação Sistêmica é uma nova abordagem da Psicoterapia Sistêmica Fenomenológica criada e desenvolvida pelo alemão Bert Hellinger. Esse conhecimento surgiu após anos de pesquisas com famílias, empresas e organizações em várias partes do mundo.

O resultado desses estudos se transformou em um trabalho simples, direto e profundo. Se baseia em um conjunto de leis naturais que regem o equilíbrio dos sistemas que o próprio Bert gosta de chamar de “Ordens do Amor”.


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