[Especial Namorados] O que atua no relacionamento de casal – um olhar da Constelação Familiar

Namorar

  1. transitivo direto e intransitivo: empenhar-se em inspirar amor a (alguém); galantear, cortejar.

2. transitivo direto, transitivo indireto e intransitivo: flertar, namoriscar.


Neste dia 12 de junho comemoramos no Brasil o dia dos namorados. Essa fase do relacionamento, num primeiro momento, é uma descoberta da afetividade por alguém fora do nosso sistema familiar. 

Num sentido amplo, o namoro permanece em um relacionamento para além desse encontro inicial. Somos namorados também quando somos noivos, quando nos casamos, e quando nos tornamos pais. Aquele casal inicial está presente em todas as outras fases.

Então hoje, queremos dedicar este artigo especial para todos os enamorados, que se empenham em inspirar amor a alguém.

Num encontro de duas pessoas de “mundos” diferentes, as melhores chances e grandes dificuldades podem acontecer. E nisso, o olhar da Constelação Familiar traz algumas boas informações.

Por mundos diferentes se compreende dois sistemas familiares distintos. Cada um com seu valor e sua própria codificação de valores. Neste lugar, podemos fazer nossa primeira parada.

Um casal, duas origens

Partimos para a vida vindos da nossa família de origem. Lá, aprendemos sobre valores, linguagens e parâmetros do que consideramos como correto e do que precisamos para nos sentirmos nutridos de afeto.

É também lá que vivenciamos nossas primeiras frustrações por conta do que desejamos, mas nem sempre recebemos.

Então, neste movimento, partimos para a busca de um parceiro ou parceira, e  muitas vezes com uma bagagem extra. Procuramos alguém que supra nossas necessidades afetivas, que sentimos não ter recebido em nossa família de origem. Em última análise, que sentimos não ter recebido de nossos pais.

“De suas famílias de origem, o homem e a mulher conhecem diferentes modelos ou padrões para a relação conjugal, tanto no bem quanto no mal.

Por isso, para que a união seja bem sucedida, precisam testar modelos que receberam dos pais, e eventualmente desprender-se dos padrões antigos e encontrar novos padrões para a sua relação.” Bert Hellinger, em ‘No centro sentimos leveza’

Aqui, o casal encontra o primeiro grande desafio para o sucesso da relação.

Pois quando cada um chega com uma falta em relação ao pai ou a mãe, e deseja encontrar isto no seu parceiro/parceira, esta pessoa está procurando algo em um lugar onde ela não pode encontrar.

É como querer colher laranjas de uma macieira. É a receita para sentir-se frustrado.

As pressões que surgem

Como esta busca é na grande maioria das vezes inconsciente, o casal não percebe que a cobrança de afeto, da forma como é pedido por um ou pelos dois lados da relação, é impossível de ser suprido.

Os atritos surgem e se tornam fonte de dificuldades no relacionamento. O que é traduzido por falta de amor é na verdade uma ilusão de ótica: O desejo de encontrar o afeto dos pais no amor de casal.

Os pais são pais e permanecem desse jeito. O afeto que tem origem neles só pode ser tomado através deles e por mais ninguém. De certa forma, é necessário que haja um bom relacionamento com os pais para que se esteja livre para o relacionamento de casal.

Algo que falta ou mesmo que seja encontrado em demasia (como filhos fora do lugar que ocupam o espaço do parceiro do pai ou da mãe, inconscientemente) podem transparecer posteriormente em dificuldades na vida afetiva deste indivíduo.

“Quando o filho permanece na esfera da mãe, o feminino inunda a sua alma, impedindo-o de aceitar seu pai e reprimindo, em consequência disso, sua masculinidade. E quando a filha permanece na esfera do pai, o masculino inunda sua alma, impedindo de aceitar sua mãe, e reprimindo, com isso, sua feminilidade” Bert Hellinger, em ‘No centro sentimos leveza’

A reciprocidade

Uma vez que cada um reconheça que o amor dos pais provêm somente dos pais, um casal está pronto para procurar em si o afeto amoroso que surge de um relacionamento.

Então, neste lugar, podem olhar um para o outro como seres inteiros e iguais, que desejam buscar complementos, e dessa forma, se sentirem completos.

Este é um grande movimento do amor. Nessa complementação, cada um oferece o que tem, e toma aquilo que precisa.

Essa troca deve também ser recíproca. É necessário que ambos em um relacionamento, tenham a liberdade igual de dar e receber em suas trocas.

A busca pelo equilíbrio daquilo que transita entre o casal é o que garante a fluidez do relacionamento e o espaço para o crescimento individual de cada um. É isso também que permite o aprofundamento da relação entre os dois.

O amor completo

Outras dinâmicas atuam no relacionamento de casal, e muitas vezes elas desviam o olhar do relacionamento para questões que não pertencem a ele, ou nem mesmo tiveram origem nele. Quando buscamos em nosso parceiro ou parceira coisas que eles não podem nos dar, trazemos um peso extra para uma dinâmica que já é desafiadora.

Hellinger fala do amor à segunda vista. E esta é uma imagem bem apropriada para este texto.

O amor à primeira vista é aquele que, romântico, diz “eu te amo” com pressa, movido pelo amor e desejos que afloram do encontro, mas incapaz de lidar com a realidade e a complexidade do outro.

Já o amor à segunda vista diz “eu te amo e a tudo que te conduz”. Esse amor engloba o que é bom e ruim, o fácil e o difícil. Esse amor é inteiro e está disponível para todas as possibilidades que podem surgir.

“Algo que prepara o casal para esse estado mais abrangente, que o conduz para aquela amplidão e profundidade que o faz crescer para além desse primeiro amor.

Uma frase que engloba esta dimensão maior e os prepara para ela, seria: “Eu amo você e aquilo que guia a mim e a você.” O que sucede quando o homem diz à mulher e a mulher diz ao homem esta frase: “Eu amo você e aquilo que guia a mim e a você.”?

De repente não olham apenas para si e para o seu desejo, olham para algo que está além deles.

Mesmo que ainda não consigam compreender o que essa frase exige deles ou com o que de especial ela os presenteia, e ainda qual o destino que aguarda cada um deles, separadamente e juntos – trata-se de uma frase que prepara e possibilita, após o amor à primeira vista, o amor à segunda vista.” Bert Helinger, em ‘O Amor à segunda vista’.


O Ipê Roxo – Instituto de Desenvolvimento Humano é pioneiro em Florianópolis no trabalho com as Constelações Sistêmicas. Foi fundado pelos consteladores Sonia Farias, Maria Inês Araujo Garcia Silva, Paulo Pimont e Ana Garlet.

Constelação Sistêmica é uma nova abordagem da Psicoterapia Sistêmica Fenomenológica criada e desenvolvida pelo alemão Bert Hellinger. Esse conhecimento surgiu após anos de pesquisas com famílias, empresas e organizações em várias partes do mundo.

O resultado desses estudos se transformou em um trabalho simples, direto e profundo. Se baseia em um conjunto de leis naturais que regem o equilíbrio dos sistemas que o próprio Bert gosta de chamar de “Ordens do Amor”.


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Um comentário em “[Especial Namorados] O que atua no relacionamento de casal – um olhar da Constelação Familiar

  1. Maravilhoso esse texto….., vivo constantemente em busca do AMOR A SEGUNDA VISTA…..acredito que estou no caminho…… isso me deixa feliz. As constelações me ajudaram e continuam me ajudando a viver esse amor em profundidade. Parabéns por mais essa preciosidade!

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