5 Conhecimentos da Constelação Familiar de Bert Hellinger que irão transformar sua vida

A Constelação Familiar de Bert Hellinger traz novos conhecimentos e olhares sobre o movimento da vida humana, em especial ao que se manifesta através das relações familiares.


A Constelação Familiar trazida por Bert Hellinger é um conhecimento que fala das relações familiares e de sua influência em nossa vida. Porém este olhar vai para além daquela influência que imaginamos vir da convivência diária.

Hellinger observou que a ligação que temos com nosso sistema familiar ultrapassa os vínculos diretos (pais e filhos). Este vínculo se estende para outras pessoas de nossa linhagem familiar, inclusive para aquelas que não tivemos convivência ou podemos nem mesmo ter ouvido falar (como um parente distante ou um tataravô, por exemplo).

O psicoterapeuta alemão também observou de forma empiríca como os relacionamentos familiares estão submetidos a regras que, quando quebradas, trazem dificuldades aos integrantes do sistema familiar.

Este artigo traz 5 conhecimentos que são observados pela Constelação familiar e que podem transformar sua vida se assimiliados corretamente. São conhecimentos que hoje possuem forte aplicação terapêutica e tem auxiliado pessoas em todo o mundo a encontrar novas possibilidades de solução em suas dificuldades na vida.


A influência invisível do sistema familiar

Conseguimos entender que recebemos influências parentais na nossa criação familiar. Através dela adquirimos a cultura, as regras e as ideias estabelecidas  na nossa família de origem. Isto é claro e bem documentado.

O que a Constelação Familiar de Hellinger traz de novo é que há uma postura interna e inconsciente conduzida pela lealdade ao nosso sistema familiar, que nos deixa disponíveis para receber influências mais profundas, presentes no inconsciente familiar.

Assim, experiências difíceis, ocorridas dentro de nossa linhagem (através dos nossos antepassados, e em especial em um intervalo de até 4 gerações) podem ser trazidas à tona novamente, através da repetição.

Repetir significa gerar uma situação em nossa vida atual que reflita os resultados de  um acontecimento com algum de nossos antepassados.

Assim, pode-se experienciar o fracasso profissional caso a pessoa, na sua vida atual, esteja identificada com um avô, por exemplo, que perdeu tudo o que tinha por uma dificuldade no seu campo de trabalho.

Este é só um exemplo de uma dinâmica que é observada nos Workshops de Constelação Familiar. Essa identificação é silenciosa, e geralmente, inconsciente. O conhecimento trazido por Hellinger auxilia na conscientização do problema e seu direcionamento para uma solução, se possível.


As 3 leis universais dos relacionamentos

Ao perceber essa influência invisível nos relacionamentos familiares, Hellinger também percebeu que há regras que atuam onde há relacionamentos e trocas humanas.

A física e a química possuem leis para nosso espaço, a natureza e seus elementos. Também os relacionamentos humanos encontram parâmetros exigidos para seu bom funcionamento.

Então, onde houver um relacionamento humano, a lei da ordem, a lei do pertencimento e a lei do equilíbrio devem ser respeitadas. E se engana quem pensa que sua influência está somente nos relacionamentos familiares: onde houver pessoas se relacionando, estas leis atuam.

Ordem

A lei da ordem fala do lugar de cada pessoa em um determinado sistema. Aqui estamos olhando para as relações familiares. Assim, um pai vem antes de um filho, assim como o avô vem antes do neto. Quando, por algum motivo, essa ordem é quebrada, o sistema e o relacionamento em questão tensionam. Esta tensão é sentida como peso e dificuldade na vida dos envolvidos.

Um exemplo de como esta lei é quebrada é quando, por exemplo, um filho se ocupa dos problemas de um – ou dos – pais. É como se ele saisse de seu lugar de pertencimento, e ocupasse através de sua preocupação, o lugar dos pais. Esse movimento é extremamente pesado para o filho e retira a força de solução de seus pais.

Esta lei se aplica, como já dissemos a todos os relacionamentos e sistemas humanos, ou seja, também em empresas, grupos e organizações.

Pertencimento

O pertencimento fala do direito de todos aqueles que nascem ou chegam em um determinado sistema de fazer parte dele. Assim, uma pessoa nascida em um âmbito familiar tem sua história ligada a este sistema, e nada pode desfazer este vínculo. Porém, essa lei é facilmente desrespeitada.

Um exemplo é quando algo que é considerado vergonhoso é feito por um dos integrantes do sistema familiar. O resultado muitas vezes encontrado é a exclusão deste integrante, como se ele perdesse o direito de fazer parte deste grupo por causa de seu comportamento.

Hellinger fala que mesmo que haja um consenso familiar sobre essa exclusão, a consciência familiar não permite que ela seja estabelecida. Novamente, um tensionamento surge em todos os integrantes. Isto é experimentado como dificuldades até que o pertencimento do excluído seja reestabelecido, o que, muitas vezes acontece depois que um outro membro, talvez em gerações posteriores, comece a “repetir” o padrão daquele que foi anterior excluído.

Já quando olhamos para empresas e organizações, este lei que também atua, se mostra de forma diversa: o pertencimento é concedido por um período de tempo (enquanto existe um contrato, ou um vínculo de trabalho por exemplo) e pode ser finalizado, porém, sempre de forma responsável e com equilíbrio, pois, caso isso não seja respeitado, um membro que vem depois poderá novamente representar aquele que foi desligado de forma “leviana” ou “desequilibrada”.

Equilíbrio

O equilíbrio é a lei que fala das trocas nas relações humanas. Isso significa que é necessário que dentro de uma relação ambos os lados tenham a disponibilidade de dar e receber. Isto estabelece um fluxo que permite o crescimento do relacionamento.

As disfunções dessa lei existem em situações onde é negado a um dos lados de compensar o movimento de troca no seu relacionamento. Num relacionamento afetivo, por exemplo, isso ocorre quando uma das partes é muito “bondosa”, fazendo muitas coisas sem pedir nada em troca e fazendo com que o outro se sinta diminuído quando não consegue compensar de alguma forma e em alguma medida aquilo que ganha.

O peso do lado que recebe muito, sem a possibilidade de devolver de alguma forma,  geralmente afasta a pessoa do relacionamento. Isto leva o relacionamento ao seu fim. Este movimento é sentindo novamente como um tensionamento e dificuldades entre os integrantes deste sistema de troca.

Num caso assim, o movimento para que o relacionamento possa continuar seria que aquele que está dando demais fosse capaz de, por amor, dar menos e aguardar que a outra parte possa compensar. Da mesma forma, aquele que esteve ganhando muito, poderia encontrar formas de compensação daquilo que ganha, assim poderia restabelecer o equilíbrio na relação.

A compensação se dá de diversas e incontáveis formas em uma relação: através de tempo, atenção, de algo que sirva à vida do outro, de cuidados e tantas outras formas que vão para muito além das coisas materiais.

(P.S. Bem o contrário do que muitas vezes fazemos, você concorda?)


Campo de informações familiares

A Constelação Familiar de Bert Hellinger observou que há um campo de informação que agrupa todo o conhecimento de experiências já vivenciados por uma linhagem familiar. O que foi bom e o que foi difícil. Esse campo de informações incide e influencia todos os integrantes do sistema.

Acontece que alguns integrantes, geralmente os mais novos, “pescam” desse campo algumas dores de seus antepassados, e se põe inconscientemente a tentar resolvê-las atraindo situações semelhantes desses acontecimentos para sua vida atual. Como explicamos anteriormente, esse movimento acontece pela lealdade invísivel e é um movimento bem comum.

Observamos que, muitas vezes, as próprias escolhas de profissões ou de parceiros está conectada com esta tentativa de reestabilizar algo para nosso sistema, como se tentássemos solucionar algo que ficou “em aberto” para as gerações anteriores.

Hellinger explica ainda que, na grande maioria das vezes, nossa experiência é para o que foi difícil, e esta é a situação que repetimos.  Isto faz parecer que este campo de informação é algo maléfico para nossa vida. Mas muito pelo contrário. Uma grande parte de nosso conhecimento, aptidões e intuições vem também desse campo. Ele concentra muitas gerações de conhecimento adquirido.

Mesmo naquilo que  experimentamos como difícil, muitas vezes é o que nos coloca no caminho do aprendizado e crescimento. Onde o resultado dessas experiências trazem novos conhecimentos para este campo e para o sistema familiar.


O fluxo da vida

Este é um conhecimento simples, mas que atualmente anda esquecido. Parece que a cada geração, nos tornamos mais individuais, com uma consciência cada vez mais centrada no “eu”.

A Constelação Familiar reconhece o indivíduo e sua responsabilidade em sua vida. Porém, há uma imagem muito forte em todos os escritos de Bert Hellinger: fazemos todos parte de um fluxo que vem de muito longe, e que deseja seguir adiante. Este é o fluxo da vida.

Nós e nossa vida somos uma parte desse fluxo. Da mesma forma como somos influenciados por nossos pais, avós, bisavós (e antepassados em geral), também seremos, no futuro, a influência na vida de muitos outros que virão depois de nós.

Mesmo se não tivermos filhos, fazemos parte de um sistema familiar que muito provavelmente continuará através de novos integrantes. E nós seremos parte de uma influência que existirá sobre eles.

Nesse fluxo, e conhecendo o que Hellinger fala sobre relacionamentos e o campo familiar, temos também uma responsabilidade com o nosso sistema.  Pois nosso movimento hoje exercerá influências sobre gerações que sequer ainda nasceram.


A vivência da Constelação Familiar

Bert Hellinger desenvolveu o trabalho que é conhecido hoje como Constelação Familiar. Este conhecimento consiste numa forma de atendimento terapêutico capaz de verificar a origem de uma identificação familiar. Ao olhar para o que foi difícil no sistema, é possível olhar para uma solução.

Ao conhecer o que nos faz agir e atuar na vida de forma às vezes incompreensível até para nós mesmos, podemos começar um movimento de mudança e de busca por nossa própria identidade. E este é um dos movimentos mais importantes trazidos pela Constelação Familiar: nos permitir ver o que atua para além do aparente, ver o pano de fundo de nossas dificuldades e emaranhamentos que nos bloqueiam.

O atendimento é realizado em Workshops de Constelação Familiar e é uma experiência que contribui fortemente para todos aqueles que participam do grupo. É um trabalho breve, de apenas um encontro. E capaz de trazer informações essenciais para um novo movimento em relação às dificuldades pessoais.

Em uma vivência (Workshop), o cliente pode olhar para sua questão através da dinâmica observada por Hellinger. Com auxílio de representantes (podendo estes ser pessoas ou mesmo materiais como bonecos e âncoras), a dinâmica oculta na dificuldade se mostra de maneira clara. Esse movimento de trazer para o consciente o que atua no insconsciente permite que se caminhe para uma solução possível. Permite também a desvinculação da repetição.

Hoje, a vivência da Constelação Familiar tem encontrado diversas aplicações. Tanto terapêutica quanto em àreas distintas como Direito, Pedagogia e Saúde. O conhecimento tem se mostrado valioso e capaz de auxiliar na resolução de bloqueios profundos que tem sua origem no sistema familiar ou de relacionamentos humanos.


Sobre o Ipê Roxo

O Ipê Roxo – Instituto de Desenvolvimento Humano é pioneiro em Florianópolis no trabalho com as Constelações Sistêmicas. Foi fundado pelos consteladores Sonia Farias, Maria Inês Araujo Garcia Silva, Paulo Pimont e Ana Garlet.

Constelação Sistêmica é uma nova abordagem da Psicoterapia Sistêmica Fenomenológica criada e desenvolvida pelo alemão Bert Hellinger após anos de pesquisas com famílias, empresas e organizações em várias partes do mundo.

O resultado desses estudos se transformou em um trabalho simples, direto e profundo que se baseia em um conjunto de leis naturais que regem o equilíbrio dos sistemas que o próprio Bert gosta de chamar de “Ordens do Amor”.


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