O lugar do Direito Sistêmico no Sistema Judiciário

Muito está sendo falado sobre o Direito Sistêmico, e como esta postura tem trazido bons resultados nas varas e processos em que ele tem sido aplicado.

Talvez o que pouco esteja sendo dito – e reconhecido – é que toda uma linha do trabalho do Sistema Judicial brasileiro e de iniciativas para buscar melhores resultados e abordagens vieram antes.

Sim, o Direito Sistêmico é um dos últimos a chegar.

Nós aqui do Núcleo de Direito Sistêmico do Instituto Ipê Roxo, que tem à frente o  Professor Paulo Pimont, temos essa visão do Direito Sistêmico: uma excelente ferramenta, sem dúvida. Que surge para complementar um trabalho que já vem sendo feito por muitos operadores, órgãos e profissionais do sistema judicial.

E o que essa postura traz de novidade?

Para o operador, ela auxilia na adoção de uma postura que inclui um olhar mais amplo sobre a questão que está em disputa.

Para as partes, ela traz a possibilidade de ver o que age no centro de sua exigência. Olhar para o verdadeiro problema auxilia na busca de uma boa solução.

Mas não somente isso. O Direito Sistêmico visa também auxiliar a saúde do profissional que atua em casos onde há conflitos e disputas judiciais.

Sim, porque nossa observação nessa caminhada com o Direito Sistêmico é que os profissionais do Direito se vêem sobrecarregados e desmotivados, muitas vezes sintomatizando questões de saúde.

Nossas experiências nesse campo de trabalho nos permitiram vivenciar um pouco desse peso. E realmente ele é grande. A boa notícia é que é possível lidar com isso, de uma forma que permita auxiliar os casos que buscam ajuda no judiciário sem comprometer a própria saúde.

Uma nova ferramenta

Reverenciamos, do nosso lugar, as muitas iniciativas que trabalham para um olhar mais restaurativo e humano dos processo na Justiça. Especialmente reconhecemos que estas iniciativas e processos foram os responsáveis, em grande parte, do acesso ao sistema judiciário do que hoje conhecemos como Direito Sistêmico.

As disputas e conflitos muitas vezes tratadas no litígio judicial são a formalização de um problema de relacionamento entre duas partes. Pode ser um relacionamento pessoal, comercial, afetivo, etc. Por uma disputa por interesses, geram a necessidade de que haja uma arbitração por um terceiro, imparcial.

Todo o conhecimento do Direito se dá neste espaço onde as regras são conhecidas, e cabe ao sistema, direcionar o resultado com base nas leis e na justiça.

O Direito Sistêmico traz um olhar sobre os relacionamentos envolvidos em um conflito, auxiliando a busca da resolução via o sistema jurídico.

Porque muitas vezes, o que move uma das partes na busca de uma compensação é um movimento interno que se concretiza na disputa judicial.

Muitas vezes, por exemplo, nos casos de filhos que buscam reconhecimento do pai através do processo de pensão.

Uma dinâmica possível nestes casos é que o real desejo do filho não é apenas a pensão em si, mas há nele um movimento que busca pelo reconhecimento do pai. Ele é movido, talvez até inconscientemente,  em dizer ao pai: “eu estou aqui, por favor, olhe para mim”.

Quando esses anseios mais profundos não são atendidos, as partes retornam diversas vezes ao sistema judiciário, em busca de uma compensação de algo que atua no processo mas que não é o objeto direto da ação.

O início ocorreu com um juiz

Isso foi observado pelo Juiz Sami Storch, quando começou a aplicar o conhecimento da Constelação Sistêmica de Bert Hellinger em casos de sua competência.

Ele começou a perceber que algo atuava para além do que era pedido na ação. Isto o levou a descobrir que muitas vezes este algo indefinido impossibilitava uma verdadeira solução e a finalização do conflito. 

O Juiz Federal Sami Storch

“Venho me dedicando ao estudo desse assunto desde o ano de 2004, quando tive meu primeiro contato com a terapia das constelações familiares e percebi que, além de ser uma terapia altamente eficaz na solução de questões pessoais, o conhecimento dessa ciência tem um potencial imenso para utilização na área jurídica, na qual tenho formação acadêmica e profissional.

Isso porque, na prática, mesmo tendo as leis positivadas como referência, as pessoas nem sempre se guiam por elas em suas relações. Os conflitos entre grupos, pessoas ou internamente em cada indivíduo são provocados em geral por causas mais profundas do que um mero desentendimento pontual, e os autos de um processo judicial dificilmente refletem essa realidade complexa.” Sami Storch

Isso não significa que as partes passam por um tratamento terapêutico durando o processo judicial, pois não há em nenhum momento este objetivo.

Mas através do Direito Sistêmico é possível fornecer aos profissionais dessa área uma ferramenta que irá auxiliar o contato do cliente com o que o move internamente em direção ao processo.

Quando se tem esta visão, é mais fácil sair de um movimento acusatório para um movimento conciliatório e realmente solucionar o conflito, realmente sentir-se em paz ao concluir um processo.

Isso ajudará ao cliente a perceber o que realmente busca com a ação e também irá auxiliar os operadores em se conectar ao que é essencial em um processo. É uma nova postura, ligado a uma verdadeira resolução de conflitos.

 

Um Curso para auxiliar na compreensão desta nova ferramenta

O Professor Paulo Pimont tem trabalhado há mais de 2 anos em iniciativas dentro do Sistema Judiciário Estadual e Federal. Ele foi também aluno de Sami Storch em cursos de extensão sobre o Direito Sistêmico.

Deu treinamento aos profissionais  da Academia Judicial e do Tribunal Federal. Profissionais estes que tinham o interesse em conhecer a Constelação Sistêmica e sua aplicação no direito. Assim como foi aplicado pelo Juiz Sami Storch.

Professor Paulo Pimont, do Instituto Ipê Roxo

Esta iniciativa tem alcançado excelentes resultados, com aumento de acordos e diminuição de reincidência nos processos onde este conhecimento foi aplicado.


Curso de Direito Sistêmico com o Professor Paulo Pimont

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MÓDULO 1 – 06 e 07 de outubro
MÓDULO 2 – 01 e 02 de dezembro
MÓDULO 3 – 09 e 10 de fevereiro 2019

Sempre aos Sábados e domingos, das 9 às 18 h, em Florianópolis.

Valores e condições de pagamento

Taxa de inscrição: R$150
Valor do curso completo (3 módulos): R$ 2.520,00

Formas de Pagamento

  • Matrícula R$ 150,00 e 4 x 630,00 (cheque ou cartão de crédito)
  • Matrícula de R$ 150,00 e valor do curso com 5% de desconto e parcelado em 3 x
  • Matrícula de R$ 150,00 e valor do curso à vista com 10% de desconto

O Ipê Roxo – Instituto de Desenvolvimento Humano é pioneiro em Florianópolis no trabalho com as Constelações Sistêmicas. Foi fundado pelos consteladores Sonia Farias, Maria Inês Araujo Garcia Silva, Paulo Pimont e Ana Garlet. Constelação Sistêmica é uma nova abordagem da Psicoterapia Sistêmica Fenomenológica criada e desenvolvida pelo alemão Bert Hellinger. Conhecimento este desenvolvido após anos de pesquisas com famílias, empresas e organizações em várias partes do mundo. O resultado desses estudos se transformou em um trabalho simples, direto e profundo. Baseia-se em um conjunto de leis naturais que regem o equilíbrio dos sistemas que o próprio Bert gosta de chamar de “Ordens do Amor”.


Instituto Ipê Roxo de Desenvolvimento Humano

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