Entenda como funciona um Workshop de Constelação Familiar

A constelação Familiar de Bert Hellinger tem se ampliado cada vez mais, tornando esse conhecimento mais próximo de pessoas que buscam sua ajuda.

Mas ainda muitas pessoas se sentem confusas no momento de procurar um profissional para realizar sua constelação.

“Como funciona? O que devo fazer? E se me chamarem para representar?”

Até mesmo o nome que é dado ao atendimento por vezes gera dúvida: Workshop.

Então, nós do Instituto Ipê Roxo decidimos fazer um artigo explicando tudo o que envolve o atendimento em Constelação Familiar.

Esperamos que as dúvidas trazidas aqui deixem de ser barreiras para aqueles que queiram, mas ainda não conseguiram, fazer sua constelação.

Para ajudar na leitura e na compreensão, vamos por tópicos:

  1. O que é o Workshop de Constelação Familiar?
  2. O que é Constelar um tema?
  3. O que é participar como representante?
  4. O que devo fazer quando for chamado a representar?
  5. Porque chamamos a Constelação de Constelação?
  6. Atendimento em grupo ou atendimento individual?
  7. O que move uma constelação?

 

1 –  O que é o Workshop de Constelação Familiar?

O Workshop é o ambiente onde é feito o atendimento de Constelação Familiar e Sistêmica em grupo. Essa é a forma mais usual de realizar um atendimento de Constelação Familiar.

No Workshop o grupo é formado por pessoas que vão participar como representantes e por pessoas que desejam constelar um tema pessoal, organizacional ou ligado a uma questão judicial.

O grupo que se forma em um Workshop participa (como representante ou observador) durante todo o atendimento. A principal diferença entre pessoas que vão para participar ou para os clientes que vão constelar um tema é que estes levam uma questão pessoal para ser olhada.

Mas como temos visto em nossa experiência, as pessoas que vão a um workshop não estão lá por acidente. É muito comum os participantes relatarem que as questões levantadas por outras pessoas eram também próximas das suas próprias.


Veja nossa agenda e faça sua inscrição para o Workshop de Constelação Familiar do Instituto Ipê Roxo clicando aqui.


2 – O que é Constelar um tema?

Ao chegar no Workshop de Constelação Familiar, os participantes (representantes e os clientes que irão constelar) buscam seu lugar na sala.

Brevemente, o facilitador fala um pouco da Constelação Familiar de Bert Hellinger, para ambientar clientes que nunca tiveram contato com este conhecimento.

Aqui é dado um importante aviso: “Tudo o que vocês precisam para participar deste workshop já faz parte de vocês. Não se preocupem.”

Isso é importante de ser dito pois muitas pessoas acreditam que para participar de um workshop de Constelação é necessário algum conhecimento prévio sobre esta filosofia. Mas isso não é verdade.

Após, o facilitador chama o primeiro cliente que se inscreveu para constelar um tema.

Mas o que é isso?

Constelar um tema significa olhar para o assunto que traz dificuldade para sua vida através do atendimento em Constelação Familiar.

Por exemplo: “Não sei porque vivo desmotivado”? ou “Porque minhas relações afetivas não evoluem”?

Através dessas indicações objetivas, o facilitador consegue montar a constelação, que leva à imagem de solução.


3 – O que é participar como representante?

Falamos que você pode ir a um Workshop para Constelar um tema. A outra forma de participar é se inscrevendo como observador/representante.

Quando você se inscreve para participar como observador/representante, você pode ser chamado para entrar na constelação em um papel do campo do cliente que está sendo constelado.

Esta “representação” não exige nenhum tipo de conhecimento prévio.

Isso porque, como é dito no começo do atendimento, a melhor qualidade de alguém que se coloca à disposição para a representação é estar atento ao seu próprio corpo. E também estar sem intenções.

As informações para as quais olhamos em cada constelação vem do cliente que trouxe o tema. E esse campo de informações se mostra de forma muito sútil, através de sensações que geram movimentos, que por sua vez geram as imagens que surgem através do atendimento.

Há teorias que explicam estes fenômenos (“Campos Morfogenéticos de Rupert Sheldrake” e “Neurônios Espelho”) e a forma como captamos estas sensações. Em resumo, é um processo biológico e neurológico. Então, só seguimos. Os movimentos são lentos. Não há a necessidade de interpretar. Apenas nos colocamos a disposição do que se mostra para fortalecer o trabalho com o cliente.

 


4 –  O que devo fazer quando for chamado a representar?

É importante frisar: não há obrigações no Workshop de Constelação Sistêmica. Isso significa que se você não quiser ou não estiver disponível, você não é obrigado a participar como representante.

Mas caso você seja chamado, e estiver disponível, o importante é se manter centrado no seu corpo e nos sinais que ele dá.

As vezes as sensações vem como uma vontade de sentar ou deitar em determinada posição.

Também é possível, com outros representantes no campo, que sinta um desejo de se aproximar ou de se afastar de algum deles.

As vezes vem emoções: risos e choros, amor ou repulsa. E as vezes nenhuma informação se manifesta no corpo, que permanece imóvel. Isso também é importante.

Por isso, dizemos que o mais importante em um representante é seu centramento e sua não intenção em ajudar. Assim ele está livre para mostrar o que quer que surja no campo.


5 – Porque chamamos a Constelação de Constelação?

ordem-sistc3aamicaEssa é uma das perguntas mais comuns que é feita na Constelação Sistêmica de Bert Hellinger.

Seguimos no Brasil a tradução do nome feita nos Estados Unidos. Por lá, este conhecimento é chamado de Family Constelation.

Mas o original se chama FamillienStelen, que poderia ser traduzido livremente como “Posicionamento Familiar”.

Em comum, ambos trazem a idéia de conjunto (de estrelas ou de pessoas). Essa visão, de sistemas, é a base do trabalho da Constelação Familiar.

Uma confusão aqui é que, para nossa língua, este nome traz uma denotação “astrológica”, o que faz as pessoas confundirem o propósito desta ferramenta.

A Constelação hoje é bastante estudada no meio formal, utilizadas em diversas áreas para além do trabalho terapêutico e já possui validação científica de muitas partes de seu conhecimento. A participação em um Workshop evidencia o quão profundo é o estudo das relações humanas nesse novo campo.

 


6 – Atendimento em grupo ou atendimento individual?

A Constelação Familiar e Sistêmica iniciou-se como uma ferramenta de trabalho em grupos. Porém, com o passar do tempo e de novas experiências com os profissionais que aplicavam este conhecimento, percebeu-se que havia uma aplicação tão inovadora e eficiente quando o trabalho em grupo.

Assim nasceu o olhar deste trabalho individualmente.

O atendimento em grupo é o que temos descrito até aqui. São os atendimento feitos nos Workshops.

O atendimento individual é feito com o suporte de figuras e âncoras na presença somente do facilitador e do cliente, em um horário marcado especificamente para isso.

Este caminho de trabalho serve para pessoas que não desejam colocar seu tema diante do grupo ou que estejam impossibilitadas de participar nas datas programadas. Ela possui a mesma validade de investigação de tema de um grupo em um Workshop, porém a experiência é um pouco diferente.


7 – O que move uma constelação?

Os movimentos que observamos em uma constelação são trazidos pelo campo do  cliente que trouxe o tema a ser constelado.

O campo é uma massa invisível de todas as informações que atuam sobre a história do cliente. Uma forma de inconsciente familiar.

Todas as famílias possuem seu campo, onde essas informações atuam e estão armazenadas. Nós não podemos dominá-la, mas sentimos claramente seu efeitos.

Quando o cliente traz o tema, ele dá a permissão para que possamos olhar para essas informações, de forma respeitosa. E então podemos perceber o que influencia em uma dificuldade familiar.

Momentaneamente, durante um workshop de Constelação Sistêmica, os representantes estão expostos a este campo, e é dele que as informações são retiradas para se realizar o atendimento. E também é a percepção desse campo pelos representantes que faz com que surjam as imagens de solução numa Constelação Familiar.


O Ipê Roxo – Instituto de Desenvolvimento Humano é pioneiro em Florianópolis no trabalho com as Constelações Sistêmicas. Foi fundado pelos consteladores Sonia Farias, Maria Inês Araujo Garcia Silva, Paulo Pimont e Ana Garlet. Constelação Sistêmica é uma nova abordagem da Psicoterapia Sistêmica Fenomenológica criada e desenvolvida pelo alemão Bert Hellinger após anos de pesquisas com famílias, empresas e organizações em várias partes do mundo. O resultado desses estudos se transformou em um trabalho simples, direto e profundo que se baseia em um conjunto de leis naturais que regem o equilíbrio dos sistemas que o próprio Bert gosta de chamar de “Ordens do Amor”.


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