Vamos falar de Divórcio? O olhar da Constelação Familiar – texto de Sonia Farias

Vamos falar do divórcio? Que tema caro e precioso!

Você está casado? Sabia que o casamento é um projeto de amor? Não é um gostar, é amar! É uma decisão diária. Casamento é decidir querer andar ao lado de alguém.

Andar em amor, respeito, honra e admiração. Estar casado é uma jornada para gente grande e responsável, alguém disposto a pagar um preço. Um bom preço. O preço do crescimento.

 

E, sim, às vezes não dá para continuar andando juntos e o divórcio se apresenta como a única opção. 

Mas nada deve impedir você de poder crescer ainda mais. Divórcio também é crescimento.

Convido você a refletir comigo sobre esse tema tão atual, a partir do olhar das constelações familiares de nosso querido Bert Hellinger. 

Vamos caminhando juntos em quatro momentos:

  • A “solução” escolhida: o divórcio;
  • Olhando nossos filhos;
  • Grandes tarefas;
  • Recomeçar, sem se esquecer por onde passou.

 

A “solução” do divórcio

Na minha experiência a maioria dos divórcios poderiam ser perfeitamente evitáveis.

O que aconteceu então?

Faltou vontade de investir na relação, na construção dos vínculos durante a caminhada? Ou faltou um olhar com mais tempo? Um “respirar mais fundo”, ou, ou, ou etc e tal.

Casamento é um projeto que pede tempo, investimento e maturidade.

Mas… às vezes é mesmo insuportável!

Por isso, o divórcio é para gente madura e responsável.

Você pode sentir isso mesmo: – “Não dá mais!”

Tudo bem.

Siga a sua necessidade, mas saia desta relação de forma amorosa e honrosa.

Sim, o divórcio é uma “solução” bem amarga, trata de uma amputação doída.

Pede um luto. Dói! É uma morte.

Sejamos maduros. E, o que significa ser maduro aqui? Significa que nos esforcemos para seguir em frente e para liberar a pessoa com quem um dia tivemos um sonho de amor e, tantas vezes, também tivemos com ela nossos maiores presentes: os filhos.

 

Olhando nossos filhos

Uma criança é seu pai e sua mãe e algo mais. Essa frase foi escrita por Olinda Guedes.

O divórcio não tem poder de fazer uma família acabar. A separação ocorre no âmbito do homem e da mulher, de um casal que deixa de existir. Porém o papel de pai e mãe não se desfaz.

O vínculo desses papéis permanece nos filhos e não se acaba jamais.

Jamais!

Então, para que a separação ou divórcio leve ao crescimento, decida continuar amando sua família e os filhos que tiveram juntos.

Diga no seu coração:

– Eu escolhi o melhor pai para você meu filho! Eu escolhi o melhor mãe para você minha filha!

O melhor para o bem dos filhos, é que cada um continue a cultivar neles o amor original que inicialmente sentiu pelo parceiro.

Continue cultivando nos seus filhos o amor ao parceiro que você escolheu. Deu certo. Seus filhos chegaram com sucesso.

Sim, seus filhos sempre os terão em seus corações. Vocês dois juntinhos. Eles são 50% papai, 50% mamãe.

Sim, é difícil compreender isso. Mas, somente compreendendo, você libera seus filhos. E mais, ganharás um presente enorme.

Olhe para o lindo fruto que tiveram juntos, seus filhos!

Olhe para ele, perceba que sem seu parceiro, você não o teria. Não esse filho. Esse, que você ama.

Ele é 50% seu parceiro.

Pare de se achar o/a “mais certa/o das/dos certas/certos”! ou “O melhor nisso ou naquilo”. É muito dolorido para quem quer ter apenas “toda razão do mundo”.

Mas, quando você conseguir ver seu parceiro no seu filho, tudo poderá mudar. Mesmo!

Temos de evitar ferir o outro progenitor na frente de nossos filhos, obviamente, por mais raiva ou razões que tenhamos, mas o grande desafio vai além: Consiste em trabalhar consigo mesmo para restaurar o amor e o respeito, e dar ao outro progenitor o melhor lugar diante de nossos filhos.  Joan Garriga

 

Grandes tarefas

Eis as “Grandes Tarefas” para o divórcio amoroso e respeitoso:

  • Cubra seu ex-cônjuge com amor;
  • Deseja a ele um bom futuro;
  • Que não lhe falte nada da sua parte, para que ele possa ser um bom pai, uma boa mãe ao seu lado;
  • Que seus filhos vejam você respeitando e amando o pai dele, a mãe dele.

Aqui o seu futuro, o futuro do seu ex-parceiro e de seus filhos estarão garantidos. Todos poderão seguir em paz.

Honre, cuide e respeite o pai ou a mãe de seus filhos. Divórcio sério e respeitoso é assim, nada leviano.

Isso é fácil? Com certeza não!

Nada fácil, por isso mesmo, é assunto para adulto, deixe fora suas crianças.

Quem critica o pai, ofende a criança; quem desqualifica a mãe, fere o filho. (Olinda Guedes.)

No meu trabalho tenho acompanhado pais e mães chorando muito por ter tido razão e ficado com seus filhos contra um dos pais.

Olinda Guedes e o constelador Peter Spelter concordam quando dizem:

“- … aquele que fica com o filho e desfaz, desqualifica, critica o outro genitor, perderá o filho, pois este sempre irá no futuro, se voltar contra essa mãe ou esse pai que o segurou.”

Pare definitivamente de ficar jogando as crianças nas questões que dizem respeito somente a você e a seu cônjuge. Não misture assuntos de homem e mulher com assuntos de pai e mãe.

É perigoso!

Olhe, para a sua dor. Cuide dela.

Os filhos estão prontos a irem para o sacrifício pelos pais, e o fazem inocentemente por amor. É o sacrifício inocente, segundo Bert Hellinger, sacrifício que não ajudará em nada, só promoverá mais dores e fracassos!

 

Recomeçar, sem se esquecer por onde passou

Lembra do começo deste texto?

Divórcio, dói!

Bert Hellinger escreveu, em a simetria oculta do amor:

“Se a separação é dolorosa, há sempre a tendência a procurar alguém para incriminar. Os envolvidos tentam aliviar o peso do destino arranjando um bode expiatório. Em regra, o casamento não se desfaz porque um parceiro é culpado e o outro inocente, mas porque um deles está assoberbado por problemas de sua família de origem ou ambos caminham em direções opostas.

Se se incrimina um parceiro, cria-se a ilusão de que algo diferente poderia ter sido feito ou de que um comportamento novo resgataria o casamento. Nesse caso, a gravidade e a profundidade da situação são ignoradas, os parceiros começam a recriminar-se e a acusar-se mutuamente. A solução para combater a ilusão e a crítica destrutiva é resignar-se à forte dor provocada pelo fim do relacionamento.

Essa dor não dura muito, mas é lancinante. Se os parceiros se dispuserem a sofrer, poderão tratar do que merece ser tratado e dispor as coisas que precisam ser dispostas com lucidez, ponderação e respeito mútuo. Numa separação, a raiva e a censura em geral substituem o sofrimento e a tristeza.”

É um luto! Uma amputação!

Decida viver sua dor de forma honrosa!

Ame o que há para amar no seu ex-cônjuge, decida falar bem dele ou dela. Faça fácil sua vida, seja leve.

Como?

Vivendo o seu SIM-SIM, e o seu NÃO-NÃO com dignidade!

A maior prova de amor que posso dar aos meus filhos é continuar cultivando neles o amor original ao parceiro(a) que eu escolhi.

Repita essa frase a si mesmo: “Seremos sempre seus pais”.

Decida: Ame a mãe de seu filho. Ame o pai do seu filho.

Bjs decidindo com amor, amar!


O Ipê Roxo – Instituto de Desenvolvimento Humano é pioneiro em Florianópolis no trabalho com as Constelações Sistêmicas. Foi fundado pelos consteladores Sonia Farias, Maria Inês Araujo Garcia Silva, Paulo Pimont e Ana Garlet. Constelação Sistêmica é uma nova abordagem da Psicoterapia Sistêmica Fenomenológica criada e desenvolvida pelo alemão Bert Hellinger após anos de pesquisas com famílias, empresas e organizações em várias partes do mundo. O resultado desses estudos se transformou em um trabalho simples, direto e profundo que se baseia em um conjunto de leis naturais que regem o equilíbrio dos sistemas que o próprio Bert gosta de chamar de “Ordens do Amor”.


Instituto Ipê Roxo de Desenvolvimento Humano

Rua Ayrton Roberto de Oliveira – 64, Centro Empresarial Isola Sarezzo, andar 7 – Bairro Itacorubi – Florianópolis – SC – Brasil.

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