Enxaqueca sob o olhar da Constelação Familiar: estudo de caso por Stephan Hausner

A Constelação Familiar e Sistêmica de Bert Hellinger tem encontra diversas aplicações na busca do fundo sistêmico de uma situação, seja ela familiar, empresarial ou social, entre muitas outras aplicações.

Na descrição do caso de hoje, extraído do livro de Stephan Hausner, olharemos como os sintomas de uma questão de saúde estão ligados a acontecimentos de nossa história familiar.

Como percebemos em muitos anos de trabalho aqui no Instituto Ipê Roxo, a doença está comumente à serviço da saúde e das Leis da vida, promulgada por Bert Hellinger nos seus estudos sobre as descobertas das Constelações.

No caso relatado aqui, a paciente busca o terapeuta por um caso de dor crônica em sua cabeça. O desenrolar da Constelação traz o que está atuando nesta dor.

Leia o texto e se surpreenda com a efetividade do trabalho das Constelações Familiares.



“Respeitarei sua dor cuidando bem de mim”

“No contexto de um curso de formação, uma médica homeopata pede-me que trabalhe com ela. Desde criança sua vida foi marcada por severas dores de cabeça que começaram com uma meningite em sua primeira infância. Todas as suas tentativas para obter alívio foram inúteis. A paciente é filha única e seus pais se separaram quando ela tinha seis anos de idade.

Começamos o trabalho com a constelação de sua família de origem. A paciente escolhe representantes para si mesma, sua mãe e seu pai, constelando-os de acordo com as suas relações recíprocas. A reação mais forte é da representante da mãe. Calafrios percorrem o seu corpo, sente um peso enorme, angústia e terror.

Peço à paciente que introduza o representante para o seu sintoma. Ela escolhe uma mulher e a coloca atrás de sua própria representante. A representante do sintoma está bem, acha que está no lugar certo e pousa suas mãos no ombro da representante da paciente.

Novas informações

De novo é a representante da mãe que reage da maneira mais clara a representante que foi acrescentada. Seu estado piora muito. Respira com dificuldade e custa-lhe um esforço cada vez maior permanecer de pé. Então peço informações sobre a história de sua família.

A mãe da paciente, segunda filha de uma família judia, nasceu em 1929 em Praga. Com a remoção do Gueto, a família (o pai, a mãe e as duas filhas) foi deportada para um campo de concentração.

De acordo com os dados incertos da paciente, com a ajuda de uma organização tcheca eles conseguiram fugir para a Ucrânia. Lá a família sobreviveu nos bosques também com ajuda de partisans russos.

Até aqui as informações são da paciente. Peço-lhe que coloque em cena representantes para os pais de sua mãe e, num segundo passo, um representante para as pessoas que foram importantes para a sobrevivência da mãe.

Isso comove muito os representantes dos pais da mãe, especialmente a representante da mãe fica visivelmente melhor. Todos os membros da família olham agradecidos para as pessoas cuja ajuda ele permitiu sobreviver. Apenas a representante do sintoma não se altera com isso.

Constelação Familiar e Saúde 2

Conexão com a imagem

A própria paciente está muito tocada com o que vê na constelação e precisa de algum tempo para absorver isso. Contudo, como nada se alterou para representante do sintoma fácil essa reflexão: “Creio que ainda falta que algo essencial. Falando francamente, não posso imaginar como foi possível a fuga do campo de concentração sem ajuda de alemães!”

A paciente olha-me pensativamente até que seu rosto se ilumina e ela observa: “É verdade! Havia uma médica no campo de concentração que deve ter ajudado”. Isso a paciente ouviu certa vez de sua tia, a irmã mais velha de sua mãe.

Anos depois da guerra, ela procurou entrar em contato com aquela mulher e soube então que a fuga da família foi descoberta e a médica foi cruelmente torturada como punição por ter colaborado. Como por um milagre ela sobreviveu à tortura, mas sofreu de graves sequelas para o resto da vida.

Peço à paciente que introduza uma representante para essa médica. Ela escolhe uma participante, olha longamente em seus olhos, começa a chorar e a conduz  a um lugar na constelação.

 

A fonte da dor

A representante da médica sofre fortes dores de cabeça e na nuca, muito peso nas pernas e dores nos ombros. Isso corresponde às sensações da representante da mãe. A paciente está agora muito comovida, e decido trabalhar diretamente com ela.

Peço-lhe que ocupe o seu lugar na constelação e lhe proponho: “Olhe nos olhos dessa mulher e lhe diga: ‘Devo-lhe a minha vida e respeito o que você teve de sofrer. Você também faz parte de nós e eu lhe dou um lugar no meu coração’.

Com muita dor ela repete as palavras sugeridas, e a representante da médica do campo de concentração responde, aliviada: “Isso é bom para mim! Agora posso respirar e também ficar melhor de pé”.

A paciente observa: “para mim isso é muito difícil, é quase insuportável, não consigo vê-la sofrendo”.

Então a representante a médica responde por impulso próprio: “Ver você viva me alegra e me dá uma profunda paz”. Com essas palavras elas se abraçam e se mantém abraçadas por muito tempo.

Nesse momento, quando a paciente encontra a médica do campo de concentração com amor e sem queixa, a representante do sintoma começa a retirar-se da Constelação.”

Trecho do livro “Constelações Familiares e o caminho da cura” de Stephan Hausner.


 

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