Pai e mãe não se separam: por Joan Garriga – Constelação Familiar e Sistêmica de Bert Hellinger.

Para os filhos, seus pais continuam sempre juntos como pais. Separam-se como casal, às vezes vivendo sob o mesmo teto, mas não se separam como pais.

Por isso, quando há filhos, é especialmente importante finalizar as relações anteriores com atenção e cuidado. Um dos grandes anseios dos filhos é ter os dois pais juntos no coração, não importa o que fizeram ou o que aconteceu, sem precisar tomar partido por um dos dois ou se alinhar com um contra o outro (como infelizmente ocorre frequentemente, com penosas consequências).

 

Onde começam os problemas?

Há frases ou mensagens dos pais, explícitas ou implícitas, que prejudicam terrivelmente seus filhos: “Filho(a), não ame seu pai/mãe, despreze-o(a) como eu e, acima de tudo, não seja como ele(a)”, ou “Filho (a), não queira entender como eu pude amar seu pai/mãe, você é melhor que ele(a).”

Mesmo que não se verbalizem, esses e outros pensamentos parecidos às vezes, são verdades internas para os pais e nutrem a atmosfera familiar de dinâmicas fatais para a tríade relacional mais importante de nossa vida: a tríade pai-mãe-filho.

Recordemos que os filhos não dão tanta atenção ao que os pais dizem, e sim ao que os pais sentem e fazem.

A verdade de nossos sentimentos pode ser negada ou camuflada, mas não pode ser eliminada, portanto, age e se manifesta em nosso corpo. É importante que trabalhemos com nossa verdade e, caso ela gere sofrimento em nós ou em nossos filhos, que tratemos de transformá-la.

 

E onde começa a solução?

Para o bem do futuro dos filhos, é fundamental que eles estejam bem inseridos no amor de seus pais e que estes consigam se amar, pelo menos como pais de seus filhos.

Não é algo tão raro se pensarmos que, na maioria dos casos, um dia se escolheram e se amaram como casal, e os filhos chegaram como fruto e consequência dessa escolha e desse amor.

Além do mais, quando é possível, é maravilhoso amar o outro progenitor. Eu sempre me surpreendo ao ver como alguns pais e mães se dirigem aos seus filhos passando por cima do outro parceiro.

Essa atitude, que pode parecer razoável, às vezes (a infelicidade costuma chegar vestida de roupagem argumental impecável, mas isenta de amor que nos faz bem), não ajuda os filhos.

Eles não precisam ser os mais importantes; ao contrário, precisam sentir que os pais estão juntos como casal permitindo-se uma recíproca primazia diante dos filhos.

 

Primeiro o casal, depois os filhos.

Quando um filho é mais importante que qualquer pessoa para um dos pais, isso não é um presente para ele, e sim uma carga pesada; não é adubo, mas seca disfarçada de encantamento. Os filhos não precisam se sentir especiais nem têm de ser tudo para os pais. Isso é demais.

É frequente que um pai projete em seu filho aquilo que lhe falta em seu companheiro ou nos próprios pais, ou aquilo que faltou em sua família de origem, ou aquele sonho que não pôde realizar. E que o filho, por amor, aceite o desafio.

A preço, claro, de sua liberdade e da força para seguir o próprio caminho.

E tudo sai melhor quando têm o apoio de seus pais e antepassados, e quando estão em paz com eles. No entanto, sofrem quando um dos pais despreza o outro ou ambos se desprezam mutuamente, ou quando têm de se envolver excessivamente com um dos dois ou com os dois.

Se os pais se desprezam, para o filho é difícil não desprezar a si mesmo e não parecer a pior versão que o pai ou a mãe traçou do outro progenitor, pois, no fundo, um filho não pode prescindir de amar os pais e não deixa de fazer acrobacias emocionais para ser leal a ambos, inclusive imitando seu mau comportamento, ou seu alcoolismo, ou seus fracassos e desatinos.

“Filho, continuo amando seu pai em você; em você continuo vendo-o e respeitando-o”; “Filha, você é fruto de meu amor e de minha história com sua mãe, e vivo isso como um presente e uma bênção”; “Filho, respeito o que você vive com seu pai/mãe, mais que isso é demais”. Essas e outras frases parecidas alimentam o bem- estar e o regozijo dos filhos.

O que ajuda, portanto?

Que os filhos recebam um dos maiores presentes possíveis em seu coração: ser amados como são, e muito especialmente que por meio deles seja amado o outro progenitor, porque assim os filhos se sentem completamente amados, já que, de uma forma sutil e ao mesmo tempo muito real, um filho não deixa de sentir que também é parte de seus pais.

Joan Garriga em
O amor que nos faz bem – Editora Planeta


A apenas um passo para a mudança!

Nosso relacionamento com o pai ou a mãe de nossos filhos são decisivos para o desenvolvimento e o sucesso dos filhos em sua vida. Por conta de um amor profundo e leal, os filhos são muito sensíveis aos conflitos que acontecem entre os seus pais. Esse olhar de amor profundo pode atrapalhar e levá-los para longe de um caminho saudável de desenvolvimento.

A Constelação Familiar de Bert Hellinger nos traz a vivência, para além do racional, desses desajustes que por vezes acontece numa relação de casal. A origem dessas dificuldades, pode estar escondido em nossa história familiar. Sim, nós fomos crianças um dias, e para sempre permanecemos como filhos amorosos, independente de qualquer história que nossa mente nos conta. E muitas vezes nos relacionamento buscando a solução para uma dificuldade que nos foi exposta muito cedo.

Por isso convidamos você a ser corajoso e dar o primeiro passo. Olhar para essa questão que tem se manifestado em sua vida ou seus relacionamentos. Desenvolvemos um curso exclusivo, o “Caminhando com as Constelações”, que leva os participantes a olharem para sua história e sua vida.

O curso chega a sua segunda turma em Dezembro. São três módulos – ou trechos de caminhada – onde olhamos nossa história através da Constelação Familiar de Bert Hellinger e da Psicogenealogia de Anne Ancelin. É um curso que te leva ao caminho de vivências transformadoras e ricas para o desenvolvimento da sua vida.


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Serviço

9 e 10 de dezembro de 2017 – 1° Trecho > A História
Nossa família e nossos antepassados: de onde viemos? O que carregamos junto de nós e o que excluímos?

3 e 4 de fevereiro de 2018 – 2° Trecho > A Trajetória
Para onde estamos indo? Estamos “vivendo nossa vida”? O que estamos construindo?

17 e 18 de março de 2018 – 3° Trecho > O Êxito, a Saúde e a Prosperidade
Como atingir nossos objetivos? Aqui começamos a construção de uma nova história. Vamos juntos alcançar o que está destinados a cada um de nós.

HORÁRIO
Sábados – 9 às 18 e Domingos – 9 às 17

ONDE
Instituto Ipê Roxo Florianópolis
Rua Ayrton Roberto de Oliveira – 64, Andar 7 – Bairro Itacorubi – Florianópolis Santa Catarina – Brasil.

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Valores

Taxa de Matrícula: R$ 200,00 * (A vaga só é garantida após o pagamento da taxa de Matrícula, que não é reembolsável em caso de desistência)Valor do Curso Completo (3 finais de semana):  R$2.820,00

Condições de Pagamento 

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