Adoção – um olhar sobre o êxito ou o fracasso desta missão

O olhar das constelações para a adoção pode ser percebida como dura, e até mesmo controversa. Falar sobre o tema é um desafio pelas suas muitas possibilidades de má interpretação. Por isso, neste nosso artigo de hoje, pedimos para a experiente consteladora e psicóloga do Instituto Ipê Roxo Maria Inês nos falar um pouco desse olhar.

Leia de coração e mente aberta. Com a postura praticada pela Constelação: o olhar para o que é a realidade, sem subterfúgios, nos leva adiante no nosso conhecimento e na nossa experiência de vida.

Ao mesmo tempo, nos colocamos com profundo respeito a todos que se lançam na experiência de adotar e cuidar de uma criança. Reconhecemos os muitos desafios contidos neste campo.

A Constelação e a Adoção

Por Maria Inês Araujo Garcia Silva

Conscientemente, as pessoas buscam acolher crianças através da adoção como um ato de generosidade. Porém, Bert Helinger pontua que pode haver uma outra motivação, inconsciente.

A motivação das pessoas que procuram adoção pode ser uma vontade de compensar algo:  seja porque não se pôde ter filhos, seja porque não se consegue suportar ver o abandono que estas crianças sofreram causando tanta dor.

Motivos reais que sim, acolhem milhares de crianças.

Mas o pensamento para qual Hellinger nos chama atenção aqui é: Quando adoto uma criança, por exemplo, porque não posso ter filhos, quem necessita de quem? 

Muitas vezes vemos a adoção como uma atitude altruísta e benevolente diante o abandono de crianças condenadas a crescerem longe de suas famílias. Vê-se na adoção uma solução generosa para estas crianças.

Mas será que é somente isso?

O que de verdade faz com que uma adoção dê certo?

Segundo Hellinger, filósofo e psicoterapeuta alemão, precursor das constelações familiares, para que uma adoção dê certo, é necessário se respeitar as 3 leis do amor.

Isto significa que os pais biológicos sempre serão os verdadeiros pais das crianças e a herança familiar desta criança será representada através deste vínculo permanente e indissolúvel que garante à criança adotada seu direito ao pertencimento à esta família de origem.

Se você decide adotar uma criança, é importante que você olhe para os pais biológicos desta criança primeiro com respeito ao destino deles, depois com gratidão, pois a dificuldade deles no exercício do papel de pais e mães como cuidadores foi o que possibilitou que esta vida que hoje você cuida e ama, viesse e você pudesse viver esta experiência.

Questiona-se muitas vezes, quem precisa de quem em um processo de adoção.

A criança precisa dos pais adotivos ou os pais adotivos da criança que não puderam ter filhos biologicamente? Não há dúvida que crianças precisam do carinho e do cuidado que recebem em seus lares adotivos. E que bom que existe essa possibilidade. Mas apontamos aqui motivações que podem estar agindo sobre o movimento de quem adota, e que não percebe essas outras forças que podem estar dificultando a adaptação da criança ao seu novo lar.

Quando observamos a esta dinâmica, percebemos que para que nós adultos possamos criar adequadamente uma criança, devemos saber que nós cuidamos, e que as crianças devem ser cuidadas.

As crianças necessitam, não os adultos.

Aí já se instala uma transgressão da ordem e do equilíbrio pois como pais, somos grandes e ofertamos aos filhos tudo que eles necessitam, para depois liberá-los em amor. Mas se estabeleço o vínculo inicial por uma carência, aí a criança torna-se a grande, aquela que suprirá sua necessidade e isto já interfere em seu processo evolutivo de seguir seu próprio destino.

Sente-se grande quando é pequena, dá ao invés de receber e isto afeta seu equilíbrio.

A adoção para dar certo precisa que os pais que criam, como adultos, que se reconheça:

  • Os pais biológicos sempre serão os verdadeiros pais;
  • O respeito aos pais biológicos da criança e de seu destino;
  • Reconheça que você cuida da criança deles para eles;
  • Ensine a criança a respeitar sua história;
  • Agradeça aos pais biológicos desta criança a oportunidade de cuidar desta vida até o momento que ela necessitar.

Mesmo que você tenha adotado a criança por circunstâncias diferentes, que não seja porque não pode ter filhos, se respeitar estas leis básicas, existirá êxito.

Ao adotarmos uma criança, devemos lhe oferecer o melhor. E com certeza não há nada melhor que conferir valor à sua história.


“A adoção é um ato de grande amor” – Por Ana Garlet

Hellinger nos fala que, quando alguém adota uma criança como uma ação de cuidar dela porque seus pais que a geraram por algum motivo não puderem fazê-lo, a adoção tem todas as chances de ser um encontro de amor e desenvolvimento.

Ele diz que ela dará certo se aqueles que adotam a criança conseguem nutrir em seu coração a gratidão e o respeito pelos pais biológicos, pois eles, de alguma forma, fazem parte da criança, fazem parte da história da vida daquela criança. Quando o vi falar sobre este tema em um seminário, ele se dirigia aos pais adotivos dizendo que sempre pudessem reverenciar os pais da criança, que não puderam ficar com ela (para ele, quando isso acontece é sempre motivado por questões sistêmicas de muitas gerações).

Assim, quando os pais adotivos nutrem respeito e consideração pelos pais biológicos, seja qual for o destino deles, a criança também pode ficar em paz com seu próprio destino, pois se sente segura com os pais que agora cuidam dela. A adoção é sim um ato de amor.

Acompanhei alguns casos de adoção com dificuldades e, na maioria deles, no pano de fundo que a criança inconscientemente trazia, era que os pais biológicos não eram respeitados e algumas vezes isso era dito para a criança. Mas, é claro, esta é a apenas uma pequena amostra que tenho, da experiência que eu vivi… Cada história, cada ser, cada acontecimento é único.

O que vivenciei em constelações que deixou a criança que foi adotada ficar bem, foi ela conseguir concordar com o destino de seus pais biológicos (que não foi possível a eles fazerem diferente) e tomar, receber, dizer SIM aos pais que agora a cuidam e amam. Elas tem força quando o fazem desta forma.”


Leslie: Uma criança a ser adotada

Para ajudar a ilustrar como é olhar da Constelação Familiar de Bert Hellinger para a adoção, vamos transcrever aqui um caso descrito no livro de Bert Hellinger “A Simetria Oculta do amor”, da Editora Cultrix. (Este livro pode ser comprado no site da editora clicando aqui)

Aqui é possível perceber como Bert Hellinger conduz o atendimento de um caso de adoção e as muitas características que permeiam os sistemas nestes acontecimento.

Para os que ainda não participaram de um atendimento em Constelação, é possível perceber também como funciona um workshop e o trabalhos dos envolvidos. Leia abaixo e compreenda mais um pouco deste valioso trabalho.

Descrição do caso: Leslie participou de um grande seminário para crianças adotadas, pais adotivos e pais que entregaram filhos para adoção. Seu caso explicita algumas complicações inesperadas que a adoção apresenta e mostra como obter boas soluções para situações difíceis.

Hellinger: Como poderemos ajudá-la?

Leslie: Tenho dificuldades de relacionamento e estou sempre doente. Creio que isso se prende ao meu constante desejo de me sentir em casa em algum lugar. Fui levada da maternidade pelos meus pais adotivos quando tinha apenas 14 dias. Acho que estou tentando restabelecer o contato original.

Hellinger: De que doenças sofre?

Leslie: Quando criança, eu estava constantemente com amigdalite. Hoje, tenho várias doenças psicossomáticas, a que chamo de “autoesquecimento”.

Hellinger: Que quer que eu faça?

Leslie: Li o seu livro e pensei: “É isso justamente o que eu quero fazer.” Por isso estou aqui, ansiosa por esclarecer tudo ou, ao menos, obter uma nova perspectiva.

Hellinger: É casada?

Leslie: Separada.

Hellinger: Filhos?

Leslie: Um filho de 13 anos.

Hellinger: Com quem ele mora?

Leslie: Com um e outro. Depende.

Hellinger: O que você sabe dos seus pais biológicos?

Leslie: Absolutamente nada, além dos nomes. Talvez pudesse ter descoberto o endereço deles, mas eu não quis fazer isso.

Hellinger: Que lhe contaram sobre a adoção? Quem sugeriu essa medida?

Leslie: Até onde meus pais adotivos estão informados, quem a sugeriu foi minha mãe, por causa da pobreza.

Hellinger: E quanto a seu pai?

Leslie: Não sei. Foi só isso que me contaram.

Hellinger: Vamos então montar o seguinte sistema: seu pai, sua mãe, você e seus pais adotivos. Sabe como se faz?

Leslie: Mais ou menos. Estou um tanto confusa.

Hellinger: Você escolhe pessoas — quem quiser — para representar o seu pai, a sua mãe, você mesma e seus pais adotivos. A propósito, seus pais adotivos têm filhos?

Leslie: Não, não puderam ter. (Ela escolhe os representantes.)

Hellinger (para Leslie): Muito bem, agora encaminhe os representantes para seus lugares, relacionando-os uns com os outros. Concentre-se e faça isso com a consciência de estar plenamente lúcida. A constelação surgirá por si mesma à medida que você for instalando os representantes.

(Aos representantes): Vocês também se concentrem, prestando atenção às mudanças de sentimentos e sensações enquanto ela os estiver movimentando.

Hellinger (aos representantes) : Vou então perguntar-lhes o que está acontecendo e vocês irão me transmitir, o mais exatamente que puderem, qual a sua experiência. Que está acontecendo com a mãe?

Mãe: Sinto o pai afastando-se da constelação e estou sendo pressionada a segui-lo. A princípio, julguei que a filha iria aproximar-se, mas ela parou.

Hellinger: E o pai?

P= Pai / M= Mãe / PAd= Pai Adotivo / MAd= Mãe adotiva / FAd= Filha Adotiva

Pai: Sinto-me profundamente triste. Com um aperto no estômago. Sinto-me perdido aqui, muito triste.

Hellinger (para o representante de Leslie): Que acontece com a filha?

Representante de Leslie: Depois que os pais adotivos entraram, sinto-me bem melhor. Mas continuo um pouco confusa.

Hellinger: Que acontece com a mãe adotiva?

Mãe Adotiva: Meu coração batia forte, antes de ser colocada aqui. Agora es tou segura e posso ver a menina. Sinto também a diferença entre nós. A presença do pai adotivo me perturba, embora eu não possa vê-lo.

Hellinger: Refere-se ao seu marido?

Mãe Adotiva: Sim.

Hellinger: Que acontece com o pai adotivo?

Pai Adotivo: Sinto-me um pouco sozinho aqui, e também meio triste. Não tenho muito contato com a minha família. Estou num canto, o que me dá certa segurança, mas solitário. (Hellinger desloca a mãe adotiva para junto do marido.)

P= Pai / M= Mãe / PAd= Pai Adotivo / MAd= Mãe adotiva / FAd= Filha Adotiva

Hellinger: E agora?

Mãe Adotiva: Melhorou.

Pai Adotivo: A sensação desagradável de isolamento e solidão desapareceu. Sim, melhorou. Sinto-me confortado e amparado.

Hellinger (ao representante de Leslie): Que mudou para você?

Representante de Leslie: Ficou mais difícil. Havia um grande vazio à minha direita e à minha esquerda. Eu estava melhor depois que os pais adotivos entraram, mas agora o vazio voltou. (Hellinger faz com que ela encare um por um.)

P= Pai / M= Mãe / PAd= Pai Adotivo / MAd= Mãe adotiva / FAd= Filha Adotiva

Hellinger: E agora, como está?

Representante de Leslie: Melhor. Eu não sentia nada pelos meus pais, mas agora pelo menos posso vê-los.

Hellinger (para a mãe): O que mudou para a mãe?

Mãe: Quanto mais permaneço aqui, mais percebo que quero voltar-me para a menina e contemplá-la. Agora ela está mais à vista, porém mais longe. Quero ir para perto dela e virar-me.

Hellinger: Pois então vire-se para se sentir melhor.

(Para o pai): E quanto ao pai?

Pai: Sinto um peso enorme, como se alguém me houvesse abandonado.

Hellinger: Vire-se e fique perto da mãe.

P= Pai / M= Mãe / PAd= Pai Adotivo / MAd= Mãe adotiva / FAd= Filha Adotiva

Hellinger (para o representante de Leslie): E agora, como se sente?

Representante de Leslie (em tom comovido): Quero ir para junto dela.

Hellinger: Então vá. (O representante de Leslie aproxima-se da mãe, abraça-a e soluça incontrolavelmente.)

Hellinger (espera que se soltem): Agora vou colocar Leslie no seu devido lugar.

(Para Leslie): Vá para perto de sua mãe. (Leslie obedece prontamente e estreita-a nos braços.)

(Para o pai, enquanto mãe e filha estão abraçadas): Que está acontecendo com você?

P= Pai / M= Mãe / PAd= Pai Adotivo / MAd= Mãe adotiva / FAd= Filha Adotiva

Pai: Ainda me sinto sozinho e perdido. Acho melhor ir embora. Não estou integrado aqui.

Hellinger: Então volte-se e dê um passo à frente.

P= Pai / M= Mãe / PAd= Pai Adotivo / MAd= Mãe adotiva / FAd= Filha Adotiva

Hellinger (para o pai): E agora?

Pai: Sinto-me mais leve aqui.

Hellinger (para Leslie, enquanto ela se afasta lentamente da mãe): Olhe sua mãe nos olhos e chame-a de “mamãe”.

Leslie (sufocando as lágrimas): Mamãe.

Hellinger: “Mamãe, por favor!”

Leslie: Mamãe, por favor!

Mãe: Não compreendo nada. Tudo está acontecendo muito rápido, mas devo acolhê-la. Sinto-me oprimida.

Hellinger: Diga-lhe: “Sinto muito.”

Mãe: Sinto muito.

Hellinger (para Leslie): Diga-lhe: “Por favor, olhe-me como sua filha.”

Leslie: Por favor, olhe-me como sua filha.

Hellinger: “Por favor, mamãe.”

Leslie: Por favor, mamãe. (Mãe e filha se abraçam novamente. Leslie não consegue refrear os soluços.)

Hellinger: “Por favor, mamãe, por favor.”

Leslie: Por favor.

Hellinger (para Leslie, já mais calma): Respire profundamente. É como se você acolhesse sua mãe no coração. Profunda e calmamente.

(Para a mãe adotiva): E quanto à mãe adotiva?

Mãe Adotiva: A princípio, tive vontade de abraçar fortemente minha filha adotiva. Sentia-me impelida para ela, mas não conseguia mover-me porque ela estava em outro lugar. Ao mesmo tempo, senti o toque leve de meu marido, o que me tranquilizou muito. Depois percebi que minha filha adotiva encontrara realmente sua mãe natural e ficara feliz. Eu também fiquei feliz por isso.

Hellinger: E o pai adotivo?

Pai Adotivo: É gratificante notar que alguma coisa se encaixou. Isso me toca profundamente. Também sinto algo que não está claro pelo pai de Leslie. É como se eu carregasse um peso, uma responsabilidade que não me cabe.

Hellinger: E a mãe, como se sente agora?

Mãe: Muito bem.

Hellinger (para Leslie, que se desprendeu da mãe): Olhe para ela e diga-lhe: “Recebo-a como minha mãe.”

Leslie: Recebo-a como minha mãe. (Mãe e filha se abraçam de novo, com naturalidade e simplicidade.)

Hellinger (para a mãe): Agora você pode tomar-lhe a mão e entregá-la aos pais adotivos. Incline-se diante deles da maneira que achar correta e diga-lhes: “Obrigada.”

P= Pai / M= Mãe / PAd= Pai Adotivo / MAd= Mãe adotiva / FAd= Filha Adotiva

Mãe (fazendo profunda reverência): Obrigada.

Hellinger: “Obrigada por cuidarem de minha filha.”

Mãe: Obrigada por cuidarem de minha filha.

Hellinger: “E por lhe darem o que ela necessitava.”

Mãe: E por lhe darem o que ela necessitava.

Hellinger: “Aprecio-os muito por fazerem isso.”

Mãe: Aprecio-os muito por fazerem isso.

Hellinger (para Leslie): Como se sente?

Leslie: Maravilhosa. Eles realmente me deram muita coisa.

Hellinger: Olhe para eles e diga-lhes “Obrigada” também.

Leslie (fazendo espontaneamente uma profunda reverência diante dos pais adotivos) : Obrigada.

Hellinger (para a mãe adotiva): E quanto a você?

Mãe Adotiva: Sinto-me bem. Mas ainda desejo tomar minha filha adotiva nos braços e apertá-la contra mim.

Hellinger: Não vejo nenhum obstáculo a isso. (Leslie e a mãe adotiva se abraçam ternamente. Em seguida, Leslie abraça também o pai adotivo.)

Hellinger (para o pai, enquanto Leslie abraça o pai adotivo): Como está?

Pai: Não muito bem. Ainda sinto um peso tremendo nos ombros e aquele aperto no estômago. Não tenho ligação nenhuma com os outros.

Hellinger: Vire-se e encare-os. (Hellinger coloca Leslie perto da mãe adotiva e a mãe natural a certa distância, à esquerda.)

P= Pai / M= Mãe / PAd= Pai Adotivo / MAd= Mãe adotiva / FAd= Filha Adotiva

Hellinger (para Leslie): Olhe para o seu pai e tente dizer-lhe: “Recebo-o como meu pai.”

Leslie: Isso não parece correto.

Hellinger: É o primeiro passo. Tente. Olhe-o e diga-lhe “Recebo-o como meu pai.” (A mãe adotiva dá-lhe uma palmadinha nas costas para encorajá-la.)

Leslie (estancando as lágrimas enquanto o pai inclina a cabeça) : Recebo-o como meu pai.

Hellinger: “Por favor, abençoe-me como sua filha.”

Leslie: Por favor, abençoe-me.

Hellinger: Como se sente o pai? Pai: Gostaria de sair correndo daqui. Não posso ficar por mais tempo.

Hellinger (para Leslie): Tente repetir mais uma vez: “Recebo-o como meu pai.”

Leslie: Recebo-o como meu pai.

Hellinger: “E aprecio o que me deu.”

Leslie: E aprecio o que me deu.

Hellinger: “E amorosamente deixo-o seguir o seu caminho.”

Leslie: E amorosamente deixo-o seguir o seu caminho. (Leslie começa a chorar; o pai inclina a cabeça e chora também.)

Hellinger: Vá até ele. (Leslie aproxima-se do pai e ambos se abraçam. O pai soluça.)

P= Pai / M= Mãe / PAd= Pai Adotivo / MAd= Mãe adotiva / FAd= Filha Adotiva

Hellinger (ao pai): Respire profundamente, que a dor desaparecerá. Inspire e expire profundamente.

(Para Leslie): Como se sente com seu pai?

Leslie: Sinto-me como se devesse ser a mais forte aqui.

Hellinger: Sim, é isso mesmo. Volte para seu lugar, ao lado da mãe adotiva. (Ela se coloca ao lado da mãe adotiva e ambas se dão as mãos.)

Hellinger (para o pai): Pegue a mão da mãe de Leslie e dirijam-se para os pais adotivos. Fiquem diante deles.

(Para os pais biológicos): Façam-lhes uma reverência e agradeçam-lhes. (Eles se curvam com respeito e olham para os pais adotivos.)

P= Pai / M= Mãe / PAd= Pai Adotivo / MAd= Mãe adotiva / FAd= Filha Adotiva

Mãe: Obrigada.

Pai: Obrigado.

Hellinger: Como se sentem os pais adotivos?

Pai Adotivo: Para mim, melhorou. Posso aceitar a gratidão deles.

Mãe Adotiva: Sim, melhorou. Estou feliz por ter minha filha adotiva bem perto de mim.

Hellinger: E você, como está?

Leslie: Quero meus irmãos e irmãs.

Hellinger: Isso será o próximo passo. Poderá procurá-los, bem como a todos os outros membros de sua família: seus avós, por exemplo. Acha que sua mãe adotiva irá apoiá-la se fizer isso?

Leslie: Não completamente, mas tentará.

Hellinger (para a mãe adotiva) : Diga-lhe “Permito que faça isso.”

Mãe Adotiva: Permito que faça isso.

Hellinger: “E vou ajudá-la”

Mãe Adotiva: E vou ajudá-la.

Hellinger (para o grupo): Um filho não pode fazer uma coisa dessas sem permissão. Um filho precisa da permissão e do apoio dos pais adotivos. (Leslie e os representantes se sentam.) 


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