Constelação Familiar – Uma nova chance de olhar para a saúde e seus sintomas

Texto de Maria Inês Araujo Garcia Silva, Psicoterapeuta e Consteladora do Instituto Ipê Roxo


Nós, profissionais de saúde, quando decidimos participar de um seminário, estamos sempre buscando tecnologias de ponta que possam instrumentalizar nosso fazer profissional, otimizar nossos resultados e ampliar nosso conhecimento.

Com isso em mente, nós do Instituto Ipê Roxo planejamos o 2º Seminário em Saúde Sistêmica, que acontecerá nos dias 18 e 19 de agosto em Florianópolis.

Este seminário com certeza trará a todos os profissionais de saúde, bem como às pessoas que são acometidas de uma enfermidade, uma abordagem inovadora sobre as doenças e seus vínculos, o que faz adoecer e o que cura.

O que adoece? O que pode curar?

Bert Hellinger, filósofo, pedagogo e terapeuta alemão, através da abordagem das Constelações Sistêmicas Familiares, nos ensina e nos faz evocar o que é percebido, estudado e constatado sobre os sistemas e seus embricamentos.

À partir desta visão, Bert observou que os vínculos humanos respondem a 3 leis que regem os relacionamentos e que buscam sempre o equilíbrio dos sistemas. Somos conectados não só entre nós humanos, mas a tudo que nos circunda, e quando transgredimos estas leis, adoecemos e fracassamos.

Com esta percepção, no seminário sobre Saúde, demonstraremos como as doenças estão ligadas à transgressão destas 3 leis essenciais que regem a vida, portanto a saúde.

À partir deste olhar, sabemos que a doença está sempre à serviço da saúde.

Toda doença busca, através de sua manifestação, através dos sintomas, da dor e por vezes até através da morte, que o sistema familiar “olhe” para o que foi excluído e para aquilo que precisa voltar a “pertencer” a este sistema, o que gera equilíbrio e portanto restabelece a saúde e o êxito.

Pode parecer ao olhar cientificista dos especialistas que é uma abordagem mágica, delirante. Mas na verdade é uma força e um princípio que atua desde os primórdios de nossa existência. Onde há sistema, estas leis atuam e caso transgredidas, geram disfunção, seja no corpo, na mente ou no espírito.

É de fato uma abordagem simples e surpreendente que tem trazido resultados efetivos na vida das pessoas que buscam entrar em contato com o que é essencial.

São centenas as experiências que já tivemos neste trabalho, que nos surpreenderam e que mostraram que a doença aponta para o que está além do aparente, além de nossos conhecimentos técnicos, pois denuncia a linguagem própria e subjetiva do sistema familiar do paciente.

Quando seguimos para onde a doença olha, identificamos o amor sacrificial que reside nos vínculos familiares através das gerações.

Como transformar este amor sacrificial em amor que cura? Em amor ciente, amor maduro que inclui, aceita e libera e desta forma gera saúde?

Isto você descobrirá neste seminário!

frase

Venha experimentar esta realidade que nos desafia como profissionais da saúde comprometidos com esta missão e assim ampliar, fortalecer e otimizar nossa prática profissional.

Você que sofre de alguma doença e busca saúde, aqui também talvez encontre respostas. Talvez seja possível olhar para seu tema e ver para onde essa dor olha, o que ela busca incluir ou onde você poder ter ficado emaranhado.

Prestem atenção à estes relatos surpreendentes de pessoas que realizaram constelações de problemas de saúde

saude sistemica


História de N.M. – Cliente Ipê 

Diagnóstico de Charcot Marrie Tooth.
“Me tornei atleta paralímpica de Remo, um presente ao descobrir ser deficiente.  Depois de um tempo, várias lesões por desequilíbrio motor e uma necrose levaram os médicos à decisão de uma cirurgia de grande porte no intuito de reformular meu pé esquerdo e depois de um ano o direito, tirando definitivamente as minhas chances de voltar a remar. O tempo da recuperação previsto era de 4 anos.

Quando fui fazer o seminário sobre saúde não imagina constelar, parecia não ter correlação com o q estava acontecendo. No decorrer das horas olhei p mim. Algo estava acontecendo. Quando a ‘nossa’ querida Maria Inês perguntou se eu gostaria de constelar, eu estava pronta. E então eu pude ver para além da doença através da constelação.

Eu tinha pedido aos médicos um tempo para decidir sobre a cirurgia já que passaria os próximos 4 anos em recuperação. Depois da constelação os sintomas desapareceram, nunca mais cai e a necrose se foi.  As cirurgias não foram necessárias.”


História de R.C.W. – Cliente Ipê 

Sindrome do Pânico.
07 de março de 2010. Acordo subitamente no início da noite com palpitação, tremor em todo o corpo, suor intenso nas mãos e pés, calafrios, terrível sensação de morte, reações totalmente fora do meu controle e o medo indescritível desta falta de controle. Sensação de mal-estar extremo. Sim, esta data está registrada com um ANTES e DEPOIS.

Vinha de uma história de busca pelo amor de minha mãe. Cresci achando que não era amada por ela. Durante minha infância fui a “menina comportada”, que tirava boas notas, era independente, não dava “trabalho”.

Na adolescência, o jogo mudou um pouco. Veio a rebeldia e junto as transgressões, afinal, ser “boazinha”, não havia dado muito certo. Vivíamos um relacionamento próximo, porém, difícil. Eram muitas reivindicações que eu tinha acumulado ao longo de 41 anos. De forma súbita, na madrugada do dia 23 de outubro de 2003, minha mãe morre em decorrência de infarto cardíaco. Coração, como você é traiçoeiro…

Ela estava bem e, de repente se vai, sem adeus. Aquele amor que tanto buscava, já não podia mais ter. Três meses depois, em meio à confusão do luto, distância, pai sozinho, irmãs emocionalmente desestruturadas, sentimento de desemparo, falta de chão. Acato sugestão de minha irmã do meio e mudo-me com os filhos, sem meu marido, para a casa do meu pai.

Para “ajudá-lo”.

Em 2 meses percebo que lá não era mais o meu lugar. Não nesta condição. Sentia que estava até lhe prejudicando, invadindo, desrespeitando. Sábia percepção. Retorno para minha casa aliviada por ter de volta a família que constituí, porém com um vazio enorme na alma. Uma ferida que não cicatrizava…

Até o primeiro ataque de pânico vivia sob a tensão de pensamentos negativos e muitas vezes catastróficos, medos infundados, indescritível sensação de estranheza, tristeza e desânimo.

Foi quando decidi fazer uma Constelação. Tema escolhido: medo. Vivia a sensação de insegurança e desamparo, sentia falta de algo que não sabia nomear. O campo mostrou meus vínculos familiares. Meu pai voltado para mim. Minha mãe com olhar distante, fora da cena. Quando foi colocado um bebê, ela mostrou a total conexão. Minha mãe havia perdido uma filha antes de mim, de forma trágica.

O campo mostrou o vínculo interrompido entre minha mãe e eu. Perplexidade. A sensação de alívio diante da reconciliação onde pude incluir TODOS da minha família da maneira que se apresentavam e me sentir pertencida, foi algo indescritível. Eu conhecia a história da perda trágica de minha irmã, porém jamais percebia o impacto sobre a minha vida.

Foi através da Constelação que o meu olhar sobre a minha mãe mudou. Antes, reivindicações, queixas, julgamentos, agora, aceitação e reverência. Ao longo de quase 3 anos de processo psicoterápico com a Maria Inês, pude rever situações, emoções e afetos gerados por anos vividos neste emaranhado. As Leis do Amor, de Bert Hellinger foram o referencial de maior auxílio nessa caminhada ao autoconhecimento.

A história de meus antepassados me trouxe até aqui. Ela me pertence. Hoje, agradeço e guardo todos eles no meu coração. Entre as 3 irmãs que somos ocupo o meu lugar de caçula reconhecendo em cada irmã sua precedência. Busco, na relação com meus filhos preenchê-los com o amor que passei a tomar de meus pais. Através das Constelações, hoje me sinto completa, plena, tranquila, em paz, presente.

A vida segue, agora com leveza. Eu sigo feliz, agradecida a tudo, incluindo o pânico, sofrimento que me trouxe a cura através do equilíbrio de  estar no MEU lugar.

 


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Você é profissional da saúde?

Então você é nosso convidado especial!

Nós profissionais de ajuda conseguimos aceitar o que atua para além de nosso conhecimento?

Suportamos de forma responsável o destino de quem cuidamos? De quem acompanhamos e servimos?

Respeitamos nosso lugar para nos mantermos saudáveis ou nos arriscamos para além do que nos é de direito e adoecemos?

Depressões, vícios, compulsões…

Reconhecem estes quadros em nosso meio? Amor sacrificial, amor fora do lugar. Neste seminário você que é profissional da saúde irá descobrir a importância de estarmos em nosso lugar para oferecer ajuda com saúde.

saude sistemica


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3 comentários sobre “Constelação Familiar – Uma nova chance de olhar para a saúde e seus sintomas

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