Mãe: um caminho que leva à cura – Constelação Familiar de Bert Hellinger

Neste domingo, dia 14 de maio comemoramos o dia da MÃE.

Ela, uma mulher bem comum, ainda que extraordinária, somou-se a um homem, este também comum e igualmente extraordinário para criar algo intimamente ligado com toda a força desse universo. Criou uma vida, algo somente alcançado através do amor.

Talvez nesse pequeno pensamento, já é possível perceber a força e a grandeza dessas mulheres que se tornaram mães. A capacidade sublime de somar recursos e gerar vida.

Nessa vida contém toda a força e capacidade de duas pessoas que se aventuram nesse caminho arriscado de gerar filhos.  

educando nossos filhos constelacao familiar garlet maria ines araujo (41)

“Eu tomo a vida de você”

Arriscado também porque ter filhos é aceitar a vulnerabilidade do cargo. É saber que a própria felicidade não está mais somente em seu poder, mas agora atrelado ao destino de uma nova pessoa.

É o maior caminho de amadurecimento reservado à nossa humanidade. A maior responsabilidade que um casal pode ter. A cada filho que nasce no mundo, todos ganhamos a chance de um novo recomeço. Uma nova oportunidade de seguirmos adiante.

Filhos só existem por causa de mães e pais. Mães e pais só existem por causa de seus filhos. Esse é a grande força que comemoramos neste fim de semana.

Este domingo é uma data em que todos fazemos parte. Todos tivemos uma mãe, independente de como tenha sido: a vida chegou até nós através dela.

Ela nos convida a incluir, em torno de uma mesa farta, todos os que pertencem à nossa família. E na inclusão de todos, reside a cura.  

“Tudo, a totalidade”

Como filhos, esse domingo é uma oportunidade para reconhecermos todo o carinho, cuidado, atenção, oportunidade, amor, acolhimento que recebemos de nossas mães.

Mães que aguardam pacientemente nossas voltas pelos lados escuros do amadurecimento. Mães que permanecem mães mesmo após não poderem mais estar conosco.

Mães que com um pequeno gesto, geram memórias que nos acolhem durante toda uma vida. Mães que nos deram um pai e uma família.

Mães que pedem para pôr um “casaquinho” pois  o frio está vindo. E esse casaco, quando o frio realmente chega, se torna o melhor abrigo que poderíamos receber. Não é apenas o tecido certo. É o cuidado com a gente que esquenta.

Mães com destinos tão difíceis que deram tudo o que podiam e seguem incompreendidas por nós, que ainda nos arrogamos o direito da crítica e do julgamento, como se elas pudessem ter sido diferente do que foram.

Mães com suas dores e lágrimas.

Mães que talvez um dia, também foram crianças tão pequenas e indefesas, abandonadas.

Mães que são… mães.

Maravilhosas pelo sim que dão a vida para nos trazer a este mundo.

Agradecimento ao despertar da vida

Mães nos apontam para o sucesso. Na verdade, são nossa primeira possibilidade de sucesso. Nosso nascimento vem carregado de trabalho que nós, como família, fazemos juntos.

Um bebê experimenta através da mãe o sucesso do nascimento e da alimentação ativa, ainda que por vezes por um curto período de tempo.

O que foi possível é o suficiente. Para cada leitor deste texto há uma mãe que ficou disponível, da melhor forma possível, ao fluxo da vida. Que aceitou a tarefa com tudo que ela carrega, com todas as dores e felicidades.

As vezes, nós como crianças pequenas, não aceitamos bem o que vem de nossa mãe, e sofremos na ambiguidade do nosso sentimento. Bert hellinger fala em seu livro “O amor do espírito” de um exercício que podemos fazer para experimentar os efeitos de concordar com os destinos de nossos pais.

Hoje, em especial, sugerimos que este exercício seja feito direcionado à mãe. Imaginamos nossa mãe à nossa frente, nos ajoelhamos e dizemos o seguinte para ela:

“Querida mamãe,
Eu tomo a vida de você,
Tudo, a totalidade,
Com tudo o que ela envolve,
E pelo preço total que custou a você
E que custa a mim.
Vou fazer algo dela, para sua alegria.
Que não tenha sido em vão!
Eu a mantenho e honro
e a transmitirei, se me for permitido,
como você fez.
Eu tomo você como minha mãe
e você pode ter-me como seu filho(a).
Você é a mãe certa para mim
e eu o filho certo pra você.
Você é grande, eu sou o pequeno.
Você dá, e eu tomo – querida mamãe.
E me alegro porque você tomou o meu pai.
Vocês dois são os certos para mim.
Só vocês!”

Estar em concordância com a imagem deste exercício é tomar ativamente o que é passado a nós pelas nossas mães e pais. E este tomar é o acesso a uma vida mais significativa, alinhado com a nossa força familiar e tudo o que nos move.

Nós do Instituto Ipê Roxo reverenciamos todas as mães, com tudo que as moveu e que nos trouxe até aqui.

Obrigado por todos os olhares durante nossas vidas.

Obrigado. Obrigado. Obrigado.


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