3 Princípios de Coaching Sistêmico para você viver melhor

Todos nós temos sonhos, projetos e metas para nossas vidas. Muitos deles são bem antigos e muitas vezes nos sentimos “andando em círculo” por causa deles. Para lhe ajudar a olhar para suas metas de um outro lugar, listamos aqui algumas dicas de Coaching Sistêmico (aquele que olha para a pessoa como alguém inserido e interdependente de um contexto familiar e social) que podem lhe ajudar. Veja as dicas da Coach Ana CHT Garlet:

1. O sonho é mesmo seu?

Permaneça no seu lugar, por mais que você ame “o outro”

2252349155_87903906db_o“O outro”, neste caso, pode ser qualquer pessoa que não nós mesmos: nossos pais, nossos filhos, um irmão, um avô ou avó, um companheiro. Muito mais comum do que pensamos, somos levados a abandonar nossos próprios projetos para realizar os sonhos que outros sonharam para nós ou para realizar sonhos que outros, por algum desígnio de suas vidas, não conseguiram realizar.

Na maioria das vezes, este “outro” não nos pede que façamos isso, mas nós, com nossas distorções da realidade e com nosso grande amor, literalmente nos sacrificamos para buscar aquilo que nós achamos que eles esperam de nós.

Entre pais e filhos isso acontece todos os dias: os filhos “acham” que os pais esperam deles determinadas escolhas e muitas vezes não conseguem manter um diálogo aberto sobre o quanto essas expectativas existem e podem ou não ser atingidas.

Esta postura é muito perigosa, afinal, ela nos coloca em posição superior, como se fôssemos responsáveis pela satisfação e felicidade da outra pessoa (como se isso fosse possível!). Toda vez que você colocar seu projeto na gaveta para levar o projeto do outro adiante, tenha certeza de que o “preço” a ser pago por isso, em sua vida, mais cedo ou mais tarde, será muito alto.

A grande ajuda que podemos dar ao outro é respeitá-lo em suas fraquezas, derrotas ou erros, pois esta postura dignifica a outra pessoa. Fazer pelo outro ou no lugar dele pode até nos fazer sentir bem, mas enfraquece ainda mais aquele que recebe nossa ajuda.

Além disso, a ajuda verdadeira que podemos oferecer a nossos pais e a todos aqueles que esperam algo de nós, é lutarmos para sermos bem felizes naquilo que escolhemos e que amamos fazer. É buscarmos nossa realização e seguirmos nossas próprias convicções, pois, no fundo, bem no fundo, quem nos ama, só quer isso: a nossa felicidade.

2. Onde é que você vai achar forças para realizar seu projeto?

Tome a força de seus pais e de seu sistema familiar

8806209928_a5ed564e82_bOs filhos são os seus pais que continuam a viver e levar a vida adiante. Os filhos que tomam os pais, exatamente como eles são, sem julgamentos e sem reservas sentem-se completos e cheios de força. Bert Hellinger, um estudioso dos sistemas familiares, afirma com veemência: “Grande é aquele que olha seus pais nos olhos e vê tudo aquilo que fizeram por ele. Vê, atrás dos pais, os avós e todos os que vieram antes e toma a vida, pelo preço que custou a todos. Assim, a alma fica ampla, grande e plena de força”.

Observo muitos casos de insucesso profissional que estão totalmente ligados à falta de força pela não aceitação dos pais e de sua origem familiar. Se alguém nega seus pais, está negando e sabotando a si mesmo e isso tira toda sua força para seguir em frente.

Naturalmente, nossos pais têm suas falhas. Também eles, como todos os seres humanos, estão limitados em suas possibilidades e capacidades devido a sua origem, sua história e sua própria história pessoal. Segundo Hellinger, por mais estranho que possa parecer, isso não diminui nossos pais e sim os engrandece.

Honrar e respeitar a história dos nossos pais, entendendo que aquela é a historia deles e que nós podemos, apesar e em homenagem a eles que nos deram a vida, construir a nossa própria história, é um caminho para a solução.

Tomar a nossa vida e o nosso destino nas mãos, exige uma postura de responsabilidade frente à vida e, essencialmente, exige decisões e renuncias. Que renuncia?  A todos os julgamentos de que nos faltou isso ou aqui, a todas as acusações de que nossa vida poderia ter sido diferente e de que nossos pais fizeram pouco por nós. Tomar a vida nas mãos desta forma, exige muita força e determinação, mas é, com certeza, o melhor caminho para nosso crescimento e maturidade.

3. O que realmente faz a diferença? O “Inegociável”

Dê-se conta de todos os papéis que você desempenha e foque naqueles que são mais importantes para você

Desempenhamos muitos papéis em nossa vida e, para cada um deles, temos um objetivo principal, um foco, um caminho que queremos seguir. A maior parte de nosso tempo estamos ocupadíssimos em fazer coisas importantes. Mas será que elas são mesmo tão importantes assim?14012274677_01c1af4f3e_o

Se for necessário, o que podemos deixar de lado e o que é “inegociável”? O que é que conta realmente? Quais são aquelas pessoas, relações e valores dos quais eu não abro mão? Se neste exato momento, eu descobrisse que estou doente ou então que terei menos tempo de vida, o que passaria a ser prioridade e com que coisas eu deixaria de perder meu tempo?

Se tivermos estas respostas bem claras, será mais fácil fazer escolhas assertivas e saudáveis, além de eliminar aquelas “tantas coisas” que drenam totalmente a nossa energia.

Dizem que tempo é dinheiro, porém, ele é muito mais do que isso! Ele é a nossa vida, a medida do quanto temos de vida para viver. Então, porque não fazer escolhas mais inteligentes sobre como gastar esta vida que ganhamos?

É importante que possamos sempre pensar como podemos nos sentir bem, como podemos nos sentir leves e o que podemos fazer para que tudo flua em cada área de nossa vida.

A leveza é um bom indicador quando quisermos saber como está uma determinada área de nossa vida:  tudo aquilo que é custoso e pesado, que é difícil para nós, deve ser reavaliado, pois, temos uma tendência em nossa cultura de valorizar em demasia o esforço, quando, muitas vezes, poderíamos escolher caminhos bem mais leves para alcançar um mesmo objetivo.

Que estas dicas possam ser uma pequena luz para clarear aqueles objetivos que estão obscuros e que possam ajudar a tomar decisões: vale a pena caminhar por este caminho ainda? Ou é hora de mudar de rota?

Boas passadas para você!

Por Ana CHT Garlet, Coach e Consultora Sistêmica

2 comentários sobre “3 Princípios de Coaching Sistêmico para você viver melhor

  1. Bom dia! Obrigado por compartilhar excelente artigo!
    Sou coach e psicólogo. Faz tempo leio livros sobre constelações e participo de constelações tb. Gostaria de saber se há algum livro que aborde a constelação dentro do processo de coaching? Se houver poderia me indicar por favor? Pode enviar a sugestão para o meu email coach@vandersonferreira.com.br
    Desde já obrigado pela atenção

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