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CRIANÇAS QUE “NÃO VÃO BEM” NA ESCOLA
Ana Garlet | 25/06/14 |

Workshops ESPECIAIS de Constelação Familiar e Pedagógica com a Psicóloga Maria Inês Araújo Garcia Silva

Pedagogia   Uma das grandes dificuldades por que passam as famílias hoje em dia é quanto a crianças que não vão bem na escola. Tais crianças recebem freqüentemente rótulos diversos, conferidos a elas por médicos, pedagogos, psicopedagogos, psicólogos, psiquiatras, professores e outros.

Os nomes são variados: “disléxicos”, “síndrome do déficit de atenção”, “hiperatividade”, “lento para o processo pedagógico”, ou simplesmente “encapetado” ou “difícil”. Este artigo não visa propalar uma panacéia ou solução imediatista e fácil para algo que é grande, complexo e multifacetado. Mas busca ser uma singela contribuição onde pais e professores possam buscar alguma orientação, quando talvez as ferramentas já utilizadas não tenham funcionado tão bem.

Aprendizagem e atenção: uma questão complexa

Tais nomes e diagnósticos remetem a um repertório de medidas de apoio e ajuda, medicações e outros tipos de propostas de solução cujos resultados são muitas vezes desanimadores. No rastro de tantos rótulos e pontos de vista sobre as “causas” do problema, encontramos pais desesperados e professores impotentes frente a algo que muitas vezes é tomado como “sem solução”, mesmo que isso não seja dito abertamente. No silêncio de sua alma, os professores e os pais freqüentemente se acusam mutuamente pelo problema da criança, gerando uma postura que dificulta ainda mais o diálogo claro e a busca de soluções possíveis.

Olhar da Pedagogia Sistêmica – uma nova metodologia para a educação

O trabalho pioneiro de Bert Hellinger e de outros que seguiram seus passos e aplicaram sua metodologia ao campo da educação e das escolas tem mostrado como os acontecimentos familiares remotos ou próximos afetam profundamente a alma da criança. Como a experiência de outros e a nossa tem demonstrado, muitas vezes as dificuldades escolares estão muito ligadas a processos familiares de fundo, muitas vezes a uma exclusão de um membro da família.

Na minha experiência de consultório e ambulatório com atendimento a camadas pobres da população, o pai é figura freqüentemente excluída ou gravemente desvalorizada. Acreditamos que o emprego da abordagem de Bert Hellinger ao contexto escolar possa conduzir a soluções de aconselhamento factíveis e simples, embora nem sempre fáceis. Seria vantajoso que se pudesse buscar criar meios de tornar tal abordagem disponível ao pessoal que trabalha com aconselhamento pedagógico e familiar nas escolas de todos os níveis, pois se trata de abordagem simples, não concorrente com outros métodos e que exige poucos recursos para ser implementada.

Depoimento da Professora Marianne Franke, autora do livro “Você é um de nós”, onde relata suas experiências de Constelações Familiares com os alunos, dentro de sala de aula.

NOSSA FAMÍLIA TAMBÉM VAI JUNTO PARA A ESCOLA

3718267717_cdca1f7a8f_o“As constelações familiares me conduziram a uma nova compreensão dos alunos. Vi como estão inseridos em suas famílias e a sua lealdade a elas. Também reconheci as forças que empregavam constantemente para ligar sua vida familiar à escola e percebi que essas forças poderiam ser frutíferas. Na verdade, isso acontece quando nós, professores, abrimos nosso coração às famílias, permitindo-lhes entrar em nossas salas de aula como uma presença invisível e permanente. As ideias fundamentais de Hellinger, do que significa estar inserido no contexto familiar é que me levaram inicialmente a usar a ideia sistêmica em minhas aulas”. Escrito por Dr. Décio Fábio de Oliveira Júnior, médico e constelador, fundador do http://www.institutohellinger.com.br/.

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